Que os filmes brasileiros vem melhorando sua qualidade é iminente, mas alguns dramas conseguem entrar em origens tão estranhas da cultura que acabam ficando duvidosos de serem bons ou ruins. O filme "Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios", é um mix de fotografia tanto cinematográfica quanto still maravilhoso com fades exagerados em cada mudança de cena, porém se deplora ao colocar questões ecológicas e religiosas no meio de um filme. Acredito estarem presentes essas ideologias no livro, mas acho que se filtrasse ou fosse menos explícito cairia melhor.
O filme nos apresenta Cauby que tem 40 anos, trabalha como fotógrafo de uma revista semanal e resolveu trocar São Paulo pelo interior do Pará. Cético em relação ao amor e devotado à beleza, ele encontra num lindo cenário amazônico a bela e instável Lavínia, mulher do pastor Ernani, homem que acredita ser possível consertar as contradições humanas.
O roteiro em si é bem denso e vai crescendo com a continuidade do filme, e minhas rezas andam boas, pois o filme tem final, já que na sua metade não acreditava que não teria um. A consciência ambiental é interessante, mas ela acaba sendo colocada como foco em alguns momentos do filme que seriam desnecessários na entonação usada, tanto que em alguns momentos você fica se perguntando se aquilo faz parte mesmo do contexto do filme ou foi colocado ali apenas para rechear tamanho. As cenas de sexo são bem quentes e os atores estão muito bem dirigidos, mostrando um ponto forte do diretor que mesmo nas cenas cheia de populares faz com que todos pareçam estar num filme.
Como falei acima, os atores estão muito bem dirigidos, e sem dúvida Camila Pitanga mereceu o prêmio de melhor atriz no Festival do Rio, seu gestual e interpretação estão a níveis que mesmo vendo boas interpretações dela em novelas jamais imaginei vê-la fazendo em cena. Ela passa por 3 momentos no filme de completa interpretação diferenciada que nem parecem serem feitos pela mesma atriz. Zé Carlos Machado e Gustavo Machado também fazem bem seus papéis, mas o filme é da atriz sem dúvida. Outro destaque interessante do filme é o papel de Gero Camilo, um jornalista que fala sempre declamando poemas de uma forma carnal introspectiva, mas bem interessante.
Um dos pontos fortes do filme está na fotografia, que sempre pegando rastros de luz sob cenas escuras puxadas para o tom avermelhado do fogo da paixão proibida, consegue enfocar imagens viscerais dos personagens e em diversos momentos elas vão tão fundo que ao serem quebradas pelos fades(que na minha opinião só serviram para estragar o filme quebrando ele a todo momento) nos deixam com gostinho de quero mais. O outro ponto interessante está na caracterização de figurino e cabelos dos personagens que por passarem por diversos momentos sempre estão diferentes de tal forma a dar uma boa passada de cena. E claro os elementos cênicos embora poucos, são muito bem utilizados para dar foco em tudo que o diretor queira mostrar em cada momento.
Enfim, é um filme no mínimo interessante, poderia ser melhor, mas faz valer o ingresso. Com toda certeza vai haver diversos tipos de opiniões sobre ele, tanto dos que gostaram mais quanto daqueles que irão odiar muito, mas como o diretor Beto Brant é um diretor da escola que faz filmes de autor, ele nem está ligando para a opinião do público. Fico por aqui, mas ainda tenho mais um filme essa semana para assistir e compartilhar com vocês, então abraços e até breve pessoal.
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terça-feira, 14 de agosto de 2012
domingo, 12 de agosto de 2012
Além da Liberdade
Como já disse outras vezes, filmes que são baseados em fatos reais geralmente costumam ou ser chatos demais ou acabam comovendo fortemente. O caso de “Além da Liberdade” é um dos que conseguem comover com uma história forte de devoção pelo país de tal forma que ao final do filme já estamos com ódio do ditador e também nervosos pelas opções da protagonista.
O filme nos mostra uma história de amor épica sobre um casal extraordinário e seu sacrifício para atingir a felicidade e a renúncia pessoal por uma causa maior. Aung San Suu Kyi e Michael Aris mantêm o amor apesar da distância que os separa e a hostilidade do regime ditatorial em Mianmar.
O roteiro é bem montado de uma forma precisa que chega a enaltecer o país, mostrando que com persistência se pode vencer uma guerra. Sempre lendo Gandhi, a protagonista usa da mesma filosofia para tentar remover a ditadura da Birmânia, e a forma escolhida pelo diretor Luc Benson para mostrar todo o sofrimento de ter de escolher entre a família e o país embora seja de modo linear, o filme tem ligações temporais que seguram o espectador do início ao fim, sem perder elos e também sem ficar desinteressante.
A protagonista Michelle Yeoh conseguiu eximir uma mulher forte, mas pregando sempre a paz e os direitos humanos sem exaltar um músculo facial, mesmo nos momentos mais fortes, e isso é brilhante, pois mostra um exercício de atuação dificílimo. O ator David Thewlis também faz muito bem seu papel, pois nos momentos felizes ele apenas demonstra o carinho com sua mulher, e nos dolorosos consegue fazer com que tivéssemos o mesmo sentimento de abandono, mas que torcia para a mulher conseguir tudo. Os atores que fizeram os filhos, embora façam bem seus papéis, pareciam meio afoitos com as câmeras, tanto que nos momentos que aparecem sempre estão de perfil ou amuados meio que fugindo do foco principal. O ditador e seus subordinados também não são atores acostumados com câmeras e acabam fugindo do foco, embora em alguns poucos momentos conseguem fazer seus personagens serem odiados a finco pelos espectadores.
A diversidade cultural juntamente com a pobreza passada do país é bem demonstrada pela cenografia e pela fotografia escolhida, mostrada principalmente na cena em que a protagonista visita os vários povoados do país, onde são vistos povos com suas culturas de distribuir colares, mulheres com pescoços esticados e caras pintadas, e isso engrandece por demais o filme, fazendo ele ficar rico de detalhes de um país que sofreu uma ditadura bem drástica. Além disso embora seja mostrado pouco Oxford, consegue-se também notar o contraponto que o diretor quis de focar riqueza e pobreza em quadro.
A trilha sonora usada também vem de forma a emocionar o espectador, pois é colocado orquestras e sonoridades conforme vai enaltecendo o personagem e com isso vamos entrando no clima que querem sempre focando na doçura e paciência da protagonista. Além de um dos momentos mais belos ser a hora que a protagonista toca o piano e seu marido fala para os soldados o que é aquilo, muito bom.
Enfim, um filmaço para se assistir com gosto. Uma pena ter saído com poucas cópias tanto que fiz uma sessão nostálgica assistindo ele no mesmo cinema onde assisti meu primeiro filme numa sala de cinema anos atrás, um cinema de rua chamado Cine Eldorado em São José do Rio Preto, que apesar de reformado ainda trás muito de sua aparência antiga, mas que conseguiu deixar esse Coelho que vos digita feliz por ver um filme que deve estrear aqui em Ribeirão Preto sabe Deus quando. Fico por aqui hoje, mas essa semana ainda tem mais 2 filmes pelo menos. Abraços e até mais pessoal.
Outback - Uma Galera Animal
As animações estão dominando o mundo, tanto que outros países estão investindo pesado em colocar seus computadores para funcionar e com isso tentar levar crianças para salas de cinema e claro junto de seus pais. A idéia da animação da Coréia do Sul, “Outback – Uma Galera Animal” é até interessante, pois preza por ser um estilo de “Kung Fu Panda”, mas acaba sendo ingênuo demais e faltando carisma para os personagens emplacarem.
O filme nos mostra que Johnny é um raro coala branco que está acostumado à sua vida de mordomias como atração turística no circo. Mas a rotina do bicho vira de cabeça pra baixo quando ele acaba trocando a calma e tranqüilidade pela vida selvagem do deserto. Nessa empreitada, Johnny conta com a ajuda atrapalhada um macaco chamado Higgens e um demônio da Tasmânia de nome Hamish para tornar-se um verdadeiro herói e derrotar um malvado (e enorme!) crocodilo que ameaça os animais da região. Este trio vai viver uma aventura que é o bicho!
O roteiro é bem básico e até é divertido pois os personagens são caricatos mas não cativam o necessário para que você se ligue a eles, principalmente os protagonistas fazendo com que ficamos mais afiliados aos bichinhos secundários do que com quem devíamos ficar. Faltou exatamente esse link que temos com os personagens das animações para que fosse algo marcante.
Os personagens possuem uma modelagem simples, diferente do que estamos acostumados a ver detalhes de pêlos e afins, mas são todos bem variados, dando ao filme toda a gama de animais que possuem no continente mais repleto de animais diferentes que é a Oceania ou mais precisamente o país da Austrália. Jhonny, o coala branco é o protagonista que possui todo um problema de baixa-estima por ser diferente dos demais e acaba sendo considerado uma aberração, e isso que poderia se tornar um diferencial para o filme acaba sendo um problema que não cativa. Miranda, outra coala aventureira se faz de fortona, mas acaba sendo pega facilmente. O canguru só aparece dando chutes e tem meia dúzia de falas apenas. O diabo da tasmânia e o macaco acabam sendo o ponto de foque do filme, mas são tão insistentes na sua idéia inicial que acabam ficando chatos, apenas a cena inicial dos créditos com eles que acaba se tornando divertida. O bacana mesmo do filme, assim como os pinguins de madagascar que são os terciários, são os porquinhos da índia que divertem com seus planos de guerra.
O bacana do filme está no visual que foi criado da Austrália para o desenho, mostrando os detalhes das 3 partes que o país é dividido, nesse quesito é o que faz valer assistir o filme, e aliado a boas músicas faz com que o filme passe rapidamente. No quesito 3D, tem uma ou outra cena que se necessita ficar com o óculos, pois do resto o filme é o mesmo sem óculos.
Enfim, é uma animação bacaninha, mas que faltou os principais elementos para cativar o público que é ter personagens interessantes de serem lembrados futuramente. Vale para ver um trabalho de um país diferente de animação que não seja americano, mas poderia ter sido bem melhor. Bem é isso, fico por aqui, mas essa semana ainda tem bem mais. Abraços e até breve.
O filme nos mostra que Johnny é um raro coala branco que está acostumado à sua vida de mordomias como atração turística no circo. Mas a rotina do bicho vira de cabeça pra baixo quando ele acaba trocando a calma e tranqüilidade pela vida selvagem do deserto. Nessa empreitada, Johnny conta com a ajuda atrapalhada um macaco chamado Higgens e um demônio da Tasmânia de nome Hamish para tornar-se um verdadeiro herói e derrotar um malvado (e enorme!) crocodilo que ameaça os animais da região. Este trio vai viver uma aventura que é o bicho!
O roteiro é bem básico e até é divertido pois os personagens são caricatos mas não cativam o necessário para que você se ligue a eles, principalmente os protagonistas fazendo com que ficamos mais afiliados aos bichinhos secundários do que com quem devíamos ficar. Faltou exatamente esse link que temos com os personagens das animações para que fosse algo marcante.
Os personagens possuem uma modelagem simples, diferente do que estamos acostumados a ver detalhes de pêlos e afins, mas são todos bem variados, dando ao filme toda a gama de animais que possuem no continente mais repleto de animais diferentes que é a Oceania ou mais precisamente o país da Austrália. Jhonny, o coala branco é o protagonista que possui todo um problema de baixa-estima por ser diferente dos demais e acaba sendo considerado uma aberração, e isso que poderia se tornar um diferencial para o filme acaba sendo um problema que não cativa. Miranda, outra coala aventureira se faz de fortona, mas acaba sendo pega facilmente. O canguru só aparece dando chutes e tem meia dúzia de falas apenas. O diabo da tasmânia e o macaco acabam sendo o ponto de foque do filme, mas são tão insistentes na sua idéia inicial que acabam ficando chatos, apenas a cena inicial dos créditos com eles que acaba se tornando divertida. O bacana mesmo do filme, assim como os pinguins de madagascar que são os terciários, são os porquinhos da índia que divertem com seus planos de guerra.
O bacana do filme está no visual que foi criado da Austrália para o desenho, mostrando os detalhes das 3 partes que o país é dividido, nesse quesito é o que faz valer assistir o filme, e aliado a boas músicas faz com que o filme passe rapidamente. No quesito 3D, tem uma ou outra cena que se necessita ficar com o óculos, pois do resto o filme é o mesmo sem óculos.
Enfim, é uma animação bacaninha, mas que faltou os principais elementos para cativar o público que é ter personagens interessantes de serem lembrados futuramente. Vale para ver um trabalho de um país diferente de animação que não seja americano, mas poderia ter sido bem melhor. Bem é isso, fico por aqui, mas essa semana ainda tem bem mais. Abraços e até breve.
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
À Beira do Caminho
Já está ficando comum, filme brasileiro que não tem selo Globo Filmes e é lançado em circuito comercial já pode falar é ótimo. Com essa deixa já coloco a recomendação para a nova aposta brasileira da Fox Film do Brasil chamada "À Beira do Caminho", que consegue envolver com doses calmas e com uma produção tecnicamente barata, onde a música de Roberto Carlos consegue transmitir pensamentos dos personagens que em muitos momentos nem são necessários serem falados para passar a emoção que a cena necessitava.
O filme conta a história de João, um homem que encontra na estrada uma saída para esquecer os dramas de seu passado. Por acaso ou sorte, seu caminho se cruza com o de um menino em busca do pai que nunca conheceu. A partir desse encontro, nasce uma bela relação que movimentará o delicado equilíbrio construído por João para enfrentar seus fantasmas.
O roteiro é bem simples embasado nas músicas de Roberto Carlos, porém Breno Silveira, mostra que não precisa de um elenco milionário nem de um estúdio super potente para rodar seu filme. A montagem que escolheu também acredito que fez bem por adotar a linearidade na história presente, porém indo lembrando o acontecimento passado em fragmentos para não deixar claro em primeiro momento toda a história de João. Eu não diria que é um filme açucarado, mas se você gostou de "Central do Brasil" vai se lembrar bem do formato e até ficar feliz com o final optado.
As atuações de João Miguel e Vinicius Nascimento estão perfeitas, pois rola a química necessária de uma formação de amizade desconhecida, onde uma frase do garoto diz tudo logo no começo da trama "uma mão lava a outra" e aliado à várias outras frases que aparecem nos parachoques dos caminhões podem exaltar o momento de cada cena. O destaque mesmo fica com os dois protagonistas, o garoto Vinicius Nascimento que com mais um pouco de estudo de dramaturgia deve logo estar entre os bons atores do cinema nacional, e João Miguel que consegue fazer um papel rude e doloroso que em seu interior se enxerga todos os problemas que passa, muito forte a personalidade escolhida para a trama. Dira Paes também faz bem seu papel curto, mas bem colocado.
A fotografia de Lula Carvalho não existe, esse cidadão que explodiu em "Tropa de Elite" e desde então só encabeça as melhores fotografias de filmes brasileiros, explora cada canto do filme, seja dentro da cabine do caminhão, seja nas paisagens captadas da estrada por onde o caminhão passa. Claro que a boa direção de arte de Claudio Amaral Peixoto ajuda bastante colocando elementos cênicos em todas as partes e junto do diretor escolhendo os melhores caminhos, ou locações para que o caminhão passasse. Mas a dupla junta, podem marcar aí, que sempre virá bons filmes visualmente perfeitos.
Nunca fui um amante das músicas do Roberto Carlos, mas hei de convir que assim como em "Mamma Mia" todas as músicas do Abba combinam com o filme, aqui todas do Rei caem como uma luva para as cenas, e dizem tudo de forma gostosa sem se tornar piegas. É uma pena que li que ele não liberou todo seu repertório para o filme, por isso algumas aparecem repetidas.
Enfim, é um filme com cara de festival, mas construído de forma interessante para qualquer espectador comum assistir e gostar do que vê. Recomendo sim para todos, pois embora tenha quase 2 horas de duração, passa de forma gostosa de assistir. Ah e como é de costume, mais um filme que não esperava nada e me surpreendeu. Bem é isso, fico por aqui hoje, mas essa semana ainda tem alguns por aqui. Então abraços e até breve.
O filme conta a história de João, um homem que encontra na estrada uma saída para esquecer os dramas de seu passado. Por acaso ou sorte, seu caminho se cruza com o de um menino em busca do pai que nunca conheceu. A partir desse encontro, nasce uma bela relação que movimentará o delicado equilíbrio construído por João para enfrentar seus fantasmas.
O roteiro é bem simples embasado nas músicas de Roberto Carlos, porém Breno Silveira, mostra que não precisa de um elenco milionário nem de um estúdio super potente para rodar seu filme. A montagem que escolheu também acredito que fez bem por adotar a linearidade na história presente, porém indo lembrando o acontecimento passado em fragmentos para não deixar claro em primeiro momento toda a história de João. Eu não diria que é um filme açucarado, mas se você gostou de "Central do Brasil" vai se lembrar bem do formato e até ficar feliz com o final optado.
As atuações de João Miguel e Vinicius Nascimento estão perfeitas, pois rola a química necessária de uma formação de amizade desconhecida, onde uma frase do garoto diz tudo logo no começo da trama "uma mão lava a outra" e aliado à várias outras frases que aparecem nos parachoques dos caminhões podem exaltar o momento de cada cena. O destaque mesmo fica com os dois protagonistas, o garoto Vinicius Nascimento que com mais um pouco de estudo de dramaturgia deve logo estar entre os bons atores do cinema nacional, e João Miguel que consegue fazer um papel rude e doloroso que em seu interior se enxerga todos os problemas que passa, muito forte a personalidade escolhida para a trama. Dira Paes também faz bem seu papel curto, mas bem colocado.
A fotografia de Lula Carvalho não existe, esse cidadão que explodiu em "Tropa de Elite" e desde então só encabeça as melhores fotografias de filmes brasileiros, explora cada canto do filme, seja dentro da cabine do caminhão, seja nas paisagens captadas da estrada por onde o caminhão passa. Claro que a boa direção de arte de Claudio Amaral Peixoto ajuda bastante colocando elementos cênicos em todas as partes e junto do diretor escolhendo os melhores caminhos, ou locações para que o caminhão passasse. Mas a dupla junta, podem marcar aí, que sempre virá bons filmes visualmente perfeitos.
Nunca fui um amante das músicas do Roberto Carlos, mas hei de convir que assim como em "Mamma Mia" todas as músicas do Abba combinam com o filme, aqui todas do Rei caem como uma luva para as cenas, e dizem tudo de forma gostosa sem se tornar piegas. É uma pena que li que ele não liberou todo seu repertório para o filme, por isso algumas aparecem repetidas.
Enfim, é um filme com cara de festival, mas construído de forma interessante para qualquer espectador comum assistir e gostar do que vê. Recomendo sim para todos, pois embora tenha quase 2 horas de duração, passa de forma gostosa de assistir. Ah e como é de costume, mais um filme que não esperava nada e me surpreendeu. Bem é isso, fico por aqui hoje, mas essa semana ainda tem alguns por aqui. Então abraços e até breve.
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
31 Minutos - O Filme
Uma coisa que me deixa abismado é filmes surgirem sem ao menos ver um trailer que seja no cinema e quando o filme é uma co-produção "brasileira" que teve grana do país e foi lançado no Chile em 2008, México em 2009, Argentina em 2011 e só aparece aqui agora em 2012, o que devo falar??? Lendo isso muitos podem me responder: Ah é uma animação de fantoches, ninguém vai gostar disso aqui, deve ser muito ruim. E eu retruco, muito pelo contrário "31 Minutos - O Filme", é muito bem trabalhado, e agrada na medida do possível e se não fosse algumas cordinhas que fazem questão de mostrar, poderia passar muito bem como uma animação comum dessas de stop motion.
O filme mostra Juanín é o produtor do famoso noticiário de TV 31 Minutos, e o último de sua espécie. Mal sabe ele que sua raridade desperta o interesse de Cachirula, uma malvada colecionadora de animais em extinção que precisa dele para completar sua exótica coleção. Com a ajuda de Tio Careca, ela inicia uma caçada pelo último membro dos juanines... Vítima de um plano malévolo, Juanín é raptado e levado até o fantástico castelo de Cachirula, onde ela mantém prisioneiros todos os animais de sua coleção. A atrapalhada equipe do programa 31 Minutos iniciará uma busca alucinada pelo seu amigo e companheiro de trabalho, sem saber que precisarão enfrentar um verdadeiro exército para resgatar Juanín.
A história é bem bacana e embora extremamente infantil, diverte pelas piadas bem brasileiras presentes nessa versão de uma série animada chilena. O diretor que é o mesmo da série soube fazer bem o uso dos seus personagens para que desse uma trama de não um episódio alongado mas sim um filme mesmo independente de que conheçamos quem é cada personagem. E isso faz ele ficar bacana, pois vamos crescendo na idéia junto com os personagens.
A dublagem de Marcio Garcia, Daniel de Oliveira e Mariana Ximenes é quase diríamos que as vozes dos bonecos, pois em momento algum nos faz lembrar deles se não for ver pelos créditos ou pelo poster. Emprestaram apenas as entonações, pois acredito que foram mixadas as vozes com efeitos para chegar o mais perto das vozes dos bonecos. Dos personagens, todos são bem caricatos e convencem da forma que fazem as coisas. O mais divertido é o personagem que faz algo meio nortista que me fez rir bastante, mas o personagem principal também é bem bacana.
A cenografia para uma animação está bem elaborada e faz o filme ficar no nível dos "Muppets" pela quantidade de cenários, objetos cênicos e personagens diferentes que aparecem no filme, claro que aqui é algo mais simples, mas tem um charme bem interessante. A fotografia é um pouco precária deixando falhas em alguns momentos que poderiam ser mais sutis quanto a serem fantoches, mas acredito que a intenção dos diretores era a de realmente focar que eram.
As músicas de fundo são bacaninhas, tirando a que todos os personagens cantam, que daí apelaram um pouco, mas como é um filme infantil, acredito que a criançada vá curtir.
Enfim, é um filme bem feito, que agrada mas não é algo primoroso. Achei uma pena apenas ter dinheiro brasileiro envolvido e aparecer no Brasil apenas 4 anos após sua estréia na terra dos diretores. As crianças que forem ver acredito que irão gostar bastante, já os pais podem até se divertir um pouco mas em alguns momentos cansa, pelo menos é curto(82 minutos). Bem é isso, encerro essa semana que foi bem produtiva de filmes de todos os tipos por aqui no blog, mas amanhã já inicio uma nova semana cinematográfica. Então abraços e até amanhã pessoal.
O filme mostra Juanín é o produtor do famoso noticiário de TV 31 Minutos, e o último de sua espécie. Mal sabe ele que sua raridade desperta o interesse de Cachirula, uma malvada colecionadora de animais em extinção que precisa dele para completar sua exótica coleção. Com a ajuda de Tio Careca, ela inicia uma caçada pelo último membro dos juanines... Vítima de um plano malévolo, Juanín é raptado e levado até o fantástico castelo de Cachirula, onde ela mantém prisioneiros todos os animais de sua coleção. A atrapalhada equipe do programa 31 Minutos iniciará uma busca alucinada pelo seu amigo e companheiro de trabalho, sem saber que precisarão enfrentar um verdadeiro exército para resgatar Juanín.
A história é bem bacana e embora extremamente infantil, diverte pelas piadas bem brasileiras presentes nessa versão de uma série animada chilena. O diretor que é o mesmo da série soube fazer bem o uso dos seus personagens para que desse uma trama de não um episódio alongado mas sim um filme mesmo independente de que conheçamos quem é cada personagem. E isso faz ele ficar bacana, pois vamos crescendo na idéia junto com os personagens.
A dublagem de Marcio Garcia, Daniel de Oliveira e Mariana Ximenes é quase diríamos que as vozes dos bonecos, pois em momento algum nos faz lembrar deles se não for ver pelos créditos ou pelo poster. Emprestaram apenas as entonações, pois acredito que foram mixadas as vozes com efeitos para chegar o mais perto das vozes dos bonecos. Dos personagens, todos são bem caricatos e convencem da forma que fazem as coisas. O mais divertido é o personagem que faz algo meio nortista que me fez rir bastante, mas o personagem principal também é bem bacana.
A cenografia para uma animação está bem elaborada e faz o filme ficar no nível dos "Muppets" pela quantidade de cenários, objetos cênicos e personagens diferentes que aparecem no filme, claro que aqui é algo mais simples, mas tem um charme bem interessante. A fotografia é um pouco precária deixando falhas em alguns momentos que poderiam ser mais sutis quanto a serem fantoches, mas acredito que a intenção dos diretores era a de realmente focar que eram.
As músicas de fundo são bacaninhas, tirando a que todos os personagens cantam, que daí apelaram um pouco, mas como é um filme infantil, acredito que a criançada vá curtir.
Enfim, é um filme bem feito, que agrada mas não é algo primoroso. Achei uma pena apenas ter dinheiro brasileiro envolvido e aparecer no Brasil apenas 4 anos após sua estréia na terra dos diretores. As crianças que forem ver acredito que irão gostar bastante, já os pais podem até se divertir um pouco mas em alguns momentos cansa, pelo menos é curto(82 minutos). Bem é isso, encerro essa semana que foi bem produtiva de filmes de todos os tipos por aqui no blog, mas amanhã já inicio uma nova semana cinematográfica. Então abraços e até amanhã pessoal.
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Faça-me Feliz
Uma comédia leve e divertida, chegando ao absurdo de situações no melhor estilo Mr. Bean francês. Com essa frase inicial acho que defini bem o filme "Faça-me Feliz", pois as trapalhadas que o personagem principal se mete são dignas de Rowan Atinkson, o eterno Mr. Bean. São tantas gafes que comete que diverte o público na medida, pois não apela como normalmente veríamos se fosse um filme americano que partisse pro mesmo gênero.
O filme nos mostra que Ariane está convencida de que seu marido Jean-Jacques está interessado em outra mulher. Para salvar seu casamento, ela pede que ele tenha um caso com essa mulher, acreditando que essa é a melhor solução para acabar com as ilusões de Jean-Jacques. Mas, quando ele vai até a casa dessa mulher que mal conhece, ele ainda não sabe que ela é filha do presidente da República.
A trama é bem gostosa de ser vista e diverte numa velocidade interessante que faz com que o filme aparente ser menor ainda do que seus 92 minutos. O bacana do roteiro é que assim como nos filmes do Mr. Bean, já logo de cara começamos a ver que tudo vai errado, mas ainda assim o público torce para que o personagem principal consiga fazer sem se dar mal, mas nunca acontece. E claro que essas gags já estão marcadas e fazem rir com certeza, o que faz do filme um sucesso entre o público que claro foi ver uma comédia e não deveria sair senão da sala com um sorriso na cara. Um bom acerto para o diretor, roteirista da trama ao fazer ele, só acredito que seria melhor ter colocado algum ator e não ir para a frente como personagem principal também.
O interessante da carreira de Emmanuel Mouret é que ele tem 10 filmes no currículo como ator sendo 8 filmes dirigidos por ele mesmo, então já sabemos que ele adora se colocar em seus próprios filmes, mas quanto da sua atuação está bem bacana, porém acredito que um personagem com uma cara menos de galã cairia melhor, já que é notável suas tentativas de fazer cara de bobo. As mulheres todas bem bonitas e fazem bem seus papéis, não tendo muito destaque para praticamente nenhuma, pois como são coadjuvantes apenas dão a cartada para que o personagem de Emmanuel faça a cena.
A cenografia bem rica de elementos para contrapor o rico com o pobre, utilizando-se claro de objetos bizarros para fazer acusações claro ao esbanjamento de inutilidades que o governo francês costuma ter em suas casas. A fotografia acredito que não quiseram mostrar como sendo um filme atual, principalmente pela granulação escolhida para ele, mas não chega a atrapalhar, pois os elementos cênicos que a direção de arte pôs no filme valem para qualquer época e assim faz com que tudo ande no fluxo.
As trilhas sonoras francesas costumam me incomodar um pouco, pois sempre são pejorativas demais ao filme, forçando a graça para elas, e esse é um ponto que se manteve infelizmente. Fica parecendo um episódio antigo de cinema onde o pianista ficava tocando para entonar na cena a graça.
Enfim, é um filme que vale a pena ser visto principalmente para essa comparação que fiz, ver um personagem que já estamos "acostumados" a ver sob a visão francesa. Tem alguns errinhos, mas não atrapalha a diversão. Bem é isso, acabo o festival por aqui, mas amanhã e quinta para aqueles que quiserem ver tem reprises de alguns filmes ainda. Na quinta estou de volta com um do cinecult e já começo a preparação para a próxima semana cinematográfica que promete ser grande também. Então abraços e até quinta pessoal.
O filme nos mostra que Ariane está convencida de que seu marido Jean-Jacques está interessado em outra mulher. Para salvar seu casamento, ela pede que ele tenha um caso com essa mulher, acreditando que essa é a melhor solução para acabar com as ilusões de Jean-Jacques. Mas, quando ele vai até a casa dessa mulher que mal conhece, ele ainda não sabe que ela é filha do presidente da República.
A trama é bem gostosa de ser vista e diverte numa velocidade interessante que faz com que o filme aparente ser menor ainda do que seus 92 minutos. O bacana do roteiro é que assim como nos filmes do Mr. Bean, já logo de cara começamos a ver que tudo vai errado, mas ainda assim o público torce para que o personagem principal consiga fazer sem se dar mal, mas nunca acontece. E claro que essas gags já estão marcadas e fazem rir com certeza, o que faz do filme um sucesso entre o público que claro foi ver uma comédia e não deveria sair senão da sala com um sorriso na cara. Um bom acerto para o diretor, roteirista da trama ao fazer ele, só acredito que seria melhor ter colocado algum ator e não ir para a frente como personagem principal também.
O interessante da carreira de Emmanuel Mouret é que ele tem 10 filmes no currículo como ator sendo 8 filmes dirigidos por ele mesmo, então já sabemos que ele adora se colocar em seus próprios filmes, mas quanto da sua atuação está bem bacana, porém acredito que um personagem com uma cara menos de galã cairia melhor, já que é notável suas tentativas de fazer cara de bobo. As mulheres todas bem bonitas e fazem bem seus papéis, não tendo muito destaque para praticamente nenhuma, pois como são coadjuvantes apenas dão a cartada para que o personagem de Emmanuel faça a cena.
A cenografia bem rica de elementos para contrapor o rico com o pobre, utilizando-se claro de objetos bizarros para fazer acusações claro ao esbanjamento de inutilidades que o governo francês costuma ter em suas casas. A fotografia acredito que não quiseram mostrar como sendo um filme atual, principalmente pela granulação escolhida para ele, mas não chega a atrapalhar, pois os elementos cênicos que a direção de arte pôs no filme valem para qualquer época e assim faz com que tudo ande no fluxo.
As trilhas sonoras francesas costumam me incomodar um pouco, pois sempre são pejorativas demais ao filme, forçando a graça para elas, e esse é um ponto que se manteve infelizmente. Fica parecendo um episódio antigo de cinema onde o pianista ficava tocando para entonar na cena a graça.
Enfim, é um filme que vale a pena ser visto principalmente para essa comparação que fiz, ver um personagem que já estamos "acostumados" a ver sob a visão francesa. Tem alguns errinhos, mas não atrapalha a diversão. Bem é isso, acabo o festival por aqui, mas amanhã e quinta para aqueles que quiserem ver tem reprises de alguns filmes ainda. Na quinta estou de volta com um do cinecult e já começo a preparação para a próxima semana cinematográfica que promete ser grande também. Então abraços e até quinta pessoal.
O Céu Sobre os Ombros
Mais um filme sobre a realidade!!! Estou achando que os diretores brasileiros estão indo contra a maré que prefere ver uma novela bem ficcional, pois querer mostrar a vida de pessoas sob o ponto de levar isso para o cinema não de forma inventiva e abstrata não está agradando. O filme "O Céu Sobre os Ombros" é mais um desses. Mas acredito que caso fizesse uma interlocução dos personagens virando uma história caberia melhor e acredito que não faria as pessoas saírem da sessão com cara de "O que foi isso que eu vi? Porque eu paguei para assistir isso?"
O filme nos mostra alguns dias da vida de três personagens: Everlyn é uma transexual que fez mestrado sobre os diários de um hermafrodita do século XIX e vive entre a prostituição e os cursos de sexualidade que ministra como professora. Murari é um devoto da religião Hare Krishna e líder de torcida organizada. Lwei é africano descendente de portugueses e escreve vários livros ao mesmo tempo, sem nunca ter chegado à conclusão de nenhum.
Ao ler a sinopse já vemos que o filme é um retrato filmado que poderia ser bem um desses programas da TV, mas por usar algumas câmeras diferenciadas, resolveram que poderiam colocar isso no cinema e que o público, principalmente os de festivais, iriam adorar o que veriam, o que se esqueceram é que muitos festivais são pagos, e daí a coisa muda porque pagar para ver a vida de pessoas diríamos "diferentes" é algo ruim, já temos o Big Brother e tantos outros realities gratuitos que sempre tem suas bizarrices. Acredito então que o maior erro foi não conectar as histórias de forma a dar algo ficcional para elas e aí sim transformar em cinema.
Quanto da atuação nem irei comentar, pois não são atores e sim pessoas, então o que estão mostrando na tela são o que são, claro que devem ter dado uma pequena aumentada, mas ainda assim são eles.
Outro problema imenso é a fotografia extremamente escura, como já estando em meu último dia de festival quase já não conseguia distinguir mais imagem do fundo negro que optaram por não iluminar, e com isso o que vemos em muitas cenas são borrões no meio de uma penumbra. Péssimo.
Enfim, a única coisa que salva um pouco do filme são as músicas de fundo que são boas, pois se tirar isso não se aproveita nada. Seria mais ou menos bem colocado numa matéria dessas que o Fantástico ou outros programas da TV fazem para mostrar a vida de uma pessoa e mais nada. Bem é isso, não recomendo para ninguém esse filme e assim como os próprios organizadores do festival falaram, esses vieram empurrados pelas distribuidoras para que passassem os bons filmes que foram pedidos. Uma pena essas vendas casadas, mas fazer o que? Fico por aqui, mas daqui a pouco tem o último filme do festival que assisti. Até daqui a pouco.
O filme nos mostra alguns dias da vida de três personagens: Everlyn é uma transexual que fez mestrado sobre os diários de um hermafrodita do século XIX e vive entre a prostituição e os cursos de sexualidade que ministra como professora. Murari é um devoto da religião Hare Krishna e líder de torcida organizada. Lwei é africano descendente de portugueses e escreve vários livros ao mesmo tempo, sem nunca ter chegado à conclusão de nenhum.
Ao ler a sinopse já vemos que o filme é um retrato filmado que poderia ser bem um desses programas da TV, mas por usar algumas câmeras diferenciadas, resolveram que poderiam colocar isso no cinema e que o público, principalmente os de festivais, iriam adorar o que veriam, o que se esqueceram é que muitos festivais são pagos, e daí a coisa muda porque pagar para ver a vida de pessoas diríamos "diferentes" é algo ruim, já temos o Big Brother e tantos outros realities gratuitos que sempre tem suas bizarrices. Acredito então que o maior erro foi não conectar as histórias de forma a dar algo ficcional para elas e aí sim transformar em cinema.
Quanto da atuação nem irei comentar, pois não são atores e sim pessoas, então o que estão mostrando na tela são o que são, claro que devem ter dado uma pequena aumentada, mas ainda assim são eles.
Outro problema imenso é a fotografia extremamente escura, como já estando em meu último dia de festival quase já não conseguia distinguir mais imagem do fundo negro que optaram por não iluminar, e com isso o que vemos em muitas cenas são borrões no meio de uma penumbra. Péssimo.
Enfim, a única coisa que salva um pouco do filme são as músicas de fundo que são boas, pois se tirar isso não se aproveita nada. Seria mais ou menos bem colocado numa matéria dessas que o Fantástico ou outros programas da TV fazem para mostrar a vida de uma pessoa e mais nada. Bem é isso, não recomendo para ninguém esse filme e assim como os próprios organizadores do festival falaram, esses vieram empurrados pelas distribuidoras para que passassem os bons filmes que foram pedidos. Uma pena essas vendas casadas, mas fazer o que? Fico por aqui, mas daqui a pouco tem o último filme do festival que assisti. Até daqui a pouco.
domingo, 5 de agosto de 2012
O Homem Que Não Dormia
É complicado falar de um filme quando você não está imerso na cultura de determinada região. Pior ainda quando um diretor a usa de forma pejorativa elucidando imagens de órgãos sexuais à uma história mais confusa ainda. Então irei economizar linhas para descrever "O Homem Que Não Dormia" em pouquíssimas palavras, que é o que me faz viver inconformado de filmes brasileiros serem tão rejeitados pelo próprio público brasileiro que ao ver empresas públicas tais como Petrobras e o próprio governo além de outras grandes de renome patrocinando filmes tão ruins que daí acabam generalizando com os que seriam bons e acabam sem dinheiro para serem lançados e evaporam para o público em geral.
No filme temos cinco moradores de uma cidadezinha do interior que acordam na mesma noite com o mesmo pesadelo sobre um homem sinistro e seu tesouro enterrado. Depois disso, a rotina medíocre do vilarejo muda ainda mais com a chegada de um peregrino. Desde então, acontecimentos insólitos tomam conta do local.
Lendo a sinopse poderia até achar que seria um suspense interessante de ser visto, mas logo nas primeiras cenas já comecei a remeter o filme ao péssimo "Jardim das Folhas Sagradas", porém ao invés de ficar preso a uma religião como foi o Jardim, esse fica mais em lendas no começo e depois vira algo que nem em um sonho muito ruim conseguiria imaginar que fizessem um filme. É lastimável a quantidade de cenas mostrando nudez sem sentido algum, unido a pessoas berrando coisas malucas. E quando você achar que o filme está ruim, pode piorar com a cena final e a frase escrita nos créditos, aí esse Coelho que vos digita não aguentou mais e caiu na risada com o seguinte pensamento: "O que eu fui fazer no cinema hoje?"
Quanto das atuações, vou preferir não comentar muito, apenas digo que embora sejam a maioria desconhecida da tela, talvez nem sejam atores mesmo, foram bem dirigidos pois não olham para a câmera e foram bem corajosos em deixar um maluco filmar suas partes íntimas.
Um ponto interessante, o qual vai valer o único coelho que darei de nota, é a cenografia bem rica de elementos de cena, além de ter sido filmado num meio de matagal que sei bem como é difícil pois exige levar tudo para lugares onde não se tem energia para puxar cabos nem nada, então se o filme fosse pelo menos razoável valeria uma boa nota só pelo sacrifício, mas como é péssimo vai ganhar ponto somente por isso e pela animação abstrata de um saci nas cenas finais(única cena que vale a pena ser assistida).
Enfim, não recomendo esse filme nem pro meu pior inimigo, pois é algo muito ruim que por sorte é curto, longos 75 minutos que custaram a passar. Então vou preferir fingir que não vi isso, ou melhor, vou guardar como exemplo de nunca fazer nada igual e cada dia mais fico com vontade de produzir algum filme para lançar nos cinemas, pois se até isso e "Jardim das Folhas Sagradas" entra em cartaz, qualquer coisa entra. Fico por aqui, nessa segunda tem bons filmes no Festival de Cinema de Ribeirão Preto, mas como já os vi apenas recomendo quem não foi ir: "Deus da Carnificina" às 19hs e o mediano "Adorável Pivellina". Fico por aqui, mas terça-feira estou de volta com mais filmes do festival. Abraços e até mais pessoal.
No filme temos cinco moradores de uma cidadezinha do interior que acordam na mesma noite com o mesmo pesadelo sobre um homem sinistro e seu tesouro enterrado. Depois disso, a rotina medíocre do vilarejo muda ainda mais com a chegada de um peregrino. Desde então, acontecimentos insólitos tomam conta do local.
Lendo a sinopse poderia até achar que seria um suspense interessante de ser visto, mas logo nas primeiras cenas já comecei a remeter o filme ao péssimo "Jardim das Folhas Sagradas", porém ao invés de ficar preso a uma religião como foi o Jardim, esse fica mais em lendas no começo e depois vira algo que nem em um sonho muito ruim conseguiria imaginar que fizessem um filme. É lastimável a quantidade de cenas mostrando nudez sem sentido algum, unido a pessoas berrando coisas malucas. E quando você achar que o filme está ruim, pode piorar com a cena final e a frase escrita nos créditos, aí esse Coelho que vos digita não aguentou mais e caiu na risada com o seguinte pensamento: "O que eu fui fazer no cinema hoje?"
Quanto das atuações, vou preferir não comentar muito, apenas digo que embora sejam a maioria desconhecida da tela, talvez nem sejam atores mesmo, foram bem dirigidos pois não olham para a câmera e foram bem corajosos em deixar um maluco filmar suas partes íntimas.
Um ponto interessante, o qual vai valer o único coelho que darei de nota, é a cenografia bem rica de elementos de cena, além de ter sido filmado num meio de matagal que sei bem como é difícil pois exige levar tudo para lugares onde não se tem energia para puxar cabos nem nada, então se o filme fosse pelo menos razoável valeria uma boa nota só pelo sacrifício, mas como é péssimo vai ganhar ponto somente por isso e pela animação abstrata de um saci nas cenas finais(única cena que vale a pena ser assistida).
Enfim, não recomendo esse filme nem pro meu pior inimigo, pois é algo muito ruim que por sorte é curto, longos 75 minutos que custaram a passar. Então vou preferir fingir que não vi isso, ou melhor, vou guardar como exemplo de nunca fazer nada igual e cada dia mais fico com vontade de produzir algum filme para lançar nos cinemas, pois se até isso e "Jardim das Folhas Sagradas" entra em cartaz, qualquer coisa entra. Fico por aqui, nessa segunda tem bons filmes no Festival de Cinema de Ribeirão Preto, mas como já os vi apenas recomendo quem não foi ir: "Deus da Carnificina" às 19hs e o mediano "Adorável Pivellina". Fico por aqui, mas terça-feira estou de volta com mais filmes do festival. Abraços e até mais pessoal.
As Praias de Agnès
Quando um diretor resolve fazer um documentário de sua própria vida nos mostra que quer que vejamos sob seu olhar tudo que passou e como fez para fazer seus filmes, utilizando de sua memória. Em "As Praias de Agnès", somos levados pela diretora por suas memórias algumas reconstituídas e outras com imagens de fotos de forma a conhecermos melhor e ver um pouco do que fez, suas paixões e amigos.
O documentário nos mostra coloca Agnès em cena entre os excertos dos seus filmes, imagens e reportagens. Faz-nos partilhar com humor e emoção todo o seu percurso, viagens, fotografia, teatro, os anos 50, cinema, sua militância feminina e a vida com Jacques Demy.
O formato do longa contado por ela própria diferencia por não ter tantos depoimentos e sim mais suas memórias e com isso o filme se alonga um pouco em demasia para um documentário que aqueles que não forem conhecedores dela ou gostarem realmente de documentários podem se cansar e começar a ficar impacientes ao assistir. Porém tirando esse alongamento, a linguagem usada pela diretora é algo ao mesmo tempo bem bacana pois nos aproxima mais de sua vida, mas também pode ser motivo de reclamações já que acaba parecendo um daqueles videos que costumamos ver em casamentos ou homenagens de alguém que já morreu.
Enfim, documentário sempre é algo bem complexo de se analisar, não existe muito meio termo, ou se gosta por algo ou se detesta pelo mesmo algo, como gostei da aproximação que tive ao conhecer uma diretora que não conhecia recomendo ver, mas o formato de vídeo-homenagem não me agradou muito não. Então deixo a cargo de vocês assistir ou não, por mim fico bem no meio termo. Esse foi o primeiro filme do festival de hoje, daqui a pouco coloco a crítica do segundo. Até daqui a pouco pessoal.
O documentário nos mostra coloca Agnès em cena entre os excertos dos seus filmes, imagens e reportagens. Faz-nos partilhar com humor e emoção todo o seu percurso, viagens, fotografia, teatro, os anos 50, cinema, sua militância feminina e a vida com Jacques Demy.
O formato do longa contado por ela própria diferencia por não ter tantos depoimentos e sim mais suas memórias e com isso o filme se alonga um pouco em demasia para um documentário que aqueles que não forem conhecedores dela ou gostarem realmente de documentários podem se cansar e começar a ficar impacientes ao assistir. Porém tirando esse alongamento, a linguagem usada pela diretora é algo ao mesmo tempo bem bacana pois nos aproxima mais de sua vida, mas também pode ser motivo de reclamações já que acaba parecendo um daqueles videos que costumamos ver em casamentos ou homenagens de alguém que já morreu.
Enfim, documentário sempre é algo bem complexo de se analisar, não existe muito meio termo, ou se gosta por algo ou se detesta pelo mesmo algo, como gostei da aproximação que tive ao conhecer uma diretora que não conhecia recomendo ver, mas o formato de vídeo-homenagem não me agradou muito não. Então deixo a cargo de vocês assistir ou não, por mim fico bem no meio termo. Esse foi o primeiro filme do festival de hoje, daqui a pouco coloco a crítica do segundo. Até daqui a pouco pessoal.
sábado, 4 de agosto de 2012
O Que Esperar Quando Você Está Esperando
Não sou uma pessoa que curta gravidez e bebês, então esse estilo de filme me apavora. Mas "O Que Esperar Quando Você Está Esperando", é um filme bacana, divertido no modo moderado de ser e até agrada. Não sei como é o livro para poder opinar se o filme transmitiu bem a idéia, mas como filme cumpre seu papel que é divertir e mostrar dilema de grávidos e grávidas.
O filme mostra que Holly queria muito adotar um filho, mas seu marido Alex não tem a menor ideia do que é ser pai e, no fundo, não se sente nem pronto para isso. Pressionado para mudar essa realidade, ele acaba indo parar num grupo de novos pais, liderados por Vic, um cara que se amarra em tirar sarro com a cara dos outros.
A história lembra um pouco "Noite de Ano Novo" e "Idas e Vindass do Amor", por ter várias histórias paralelas que são interligadas por algum membro, mas diferente desses, aqui a conexão é um pouco melhor. Todas as histórias são bem bobinhas, mas revelam no eixo principal como é sofrido para algumas mulheres a gestação e para outras é a tranquilidade total, e também os problemas que os homens sofrem para estar junto com a loucura que vira a vida do casal. Aliando-se a isso é colocado o fato de uma adoção já que uma das personagens não pode engravidar. Junte tudo isso e temos o filme que foi baseado no livro de sucesso com mesmo nome.
As atuações estão bem bacanas e divertidas, o que é difícil num filme com tantas estrelas, e incrivelmente temos um filme americano com Rodrigo Santoro realmente atuando, tendo um papel e diálogos e faz parecer até que é natural de lá tirando o momento em que Chris Rock, sacaneia ele e sua mulher como "latinos". O destaque na atuação fica para Elizabeth Banks que no seu discurso de como é estar grávida dá um completo show tanto que vira um hit na internet. Jennifer Lopez também tem uma boa química com Santoro e agrada. E também não posso esquecer de Dennis Quaid que é hilário com seu ar competitivo, mas seus textos finais são bem comoventes.
A questão de cenário é tão vasta, pois temos as casas de cada personagem além de várias cenas feitas ao ar livre, e todas agradam na medida de elementos cênicos, mostrando que a produção e a direção de arte trabalhou bem para rodar o filme. Um destaque nesse quesito está na feira para gestantes, que mostra realmente como é chato mil mulheres entregando sacolas e folhetos. A fotografia segue um padrão bem comum e não temos nada de variado para comentar, apenas correto.
Incrivelmente não sei se meu ouvido ainda estava tão poluído pela quantidade de tiros do filme anterior que vi hoje, que não reparei nada de interessante na trilha sonora, mesmo tendo várias cenas da Dança dos Famosos americano aparecendo sempre, então acho que faltou criatividade nesse quesito para chamar atenção pelo menos.
Enfim, não chega a ser um filme ruim, mas também não é algo maravilhoso. Segue o padrãozão das comédias românticas americanas, sem apelar exageradamente(confesso que torci para uma cena ser trágica, o que não acontece, mas se acontecesse seria o filme do ano nesse gênero). Vale ver apenas se você tem filhos ou está interessado em ter, senão pode ser um pouco traumático com tudo que falam. Bem é isso, fico por aqui hoje, acabo hoje com as estréias, mas amanhã volto com mais filmes do festival. Abraços e até amanhã.
O filme mostra que Holly queria muito adotar um filho, mas seu marido Alex não tem a menor ideia do que é ser pai e, no fundo, não se sente nem pronto para isso. Pressionado para mudar essa realidade, ele acaba indo parar num grupo de novos pais, liderados por Vic, um cara que se amarra em tirar sarro com a cara dos outros.
A história lembra um pouco "Noite de Ano Novo" e "Idas e Vindass do Amor", por ter várias histórias paralelas que são interligadas por algum membro, mas diferente desses, aqui a conexão é um pouco melhor. Todas as histórias são bem bobinhas, mas revelam no eixo principal como é sofrido para algumas mulheres a gestação e para outras é a tranquilidade total, e também os problemas que os homens sofrem para estar junto com a loucura que vira a vida do casal. Aliando-se a isso é colocado o fato de uma adoção já que uma das personagens não pode engravidar. Junte tudo isso e temos o filme que foi baseado no livro de sucesso com mesmo nome.
As atuações estão bem bacanas e divertidas, o que é difícil num filme com tantas estrelas, e incrivelmente temos um filme americano com Rodrigo Santoro realmente atuando, tendo um papel e diálogos e faz parecer até que é natural de lá tirando o momento em que Chris Rock, sacaneia ele e sua mulher como "latinos". O destaque na atuação fica para Elizabeth Banks que no seu discurso de como é estar grávida dá um completo show tanto que vira um hit na internet. Jennifer Lopez também tem uma boa química com Santoro e agrada. E também não posso esquecer de Dennis Quaid que é hilário com seu ar competitivo, mas seus textos finais são bem comoventes.
A questão de cenário é tão vasta, pois temos as casas de cada personagem além de várias cenas feitas ao ar livre, e todas agradam na medida de elementos cênicos, mostrando que a produção e a direção de arte trabalhou bem para rodar o filme. Um destaque nesse quesito está na feira para gestantes, que mostra realmente como é chato mil mulheres entregando sacolas e folhetos. A fotografia segue um padrão bem comum e não temos nada de variado para comentar, apenas correto.
Incrivelmente não sei se meu ouvido ainda estava tão poluído pela quantidade de tiros do filme anterior que vi hoje, que não reparei nada de interessante na trilha sonora, mesmo tendo várias cenas da Dança dos Famosos americano aparecendo sempre, então acho que faltou criatividade nesse quesito para chamar atenção pelo menos.
Enfim, não chega a ser um filme ruim, mas também não é algo maravilhoso. Segue o padrãozão das comédias românticas americanas, sem apelar exageradamente(confesso que torci para uma cena ser trágica, o que não acontece, mas se acontecesse seria o filme do ano nesse gênero). Vale ver apenas se você tem filhos ou está interessado em ter, senão pode ser um pouco traumático com tudo que falam. Bem é isso, fico por aqui hoje, acabo hoje com as estréias, mas amanhã volto com mais filmes do festival. Abraços e até amanhã.
Ato de Coragem
Alguns filmes podem nos remeter a outros, e filmes de guerra sempre são vistos com lembranças de outros bons e ruins que já temos em nossa mente. “Ato de Coragem” não seria diferente, pois a premissa é a mesma de seus antecessores: alguém sendo preso por terroristas/traficantes e uma equipe é designada para salvar essa pessoa e a partir daí descobre todo o plano e parte pra guerra em si. Como filme não é ruim, até agrada na medida do possível, mas seus efeitos de edição cansam um pouco com mapas sendo abertos para retratar onde a equipe está ou no começo aparecendo dados dos personagens.
O filme nos mostra que uma equipe de elite dos Navy SEALs embarca em uma operação secreta para encontrar um agente da CIA que foi sequestrado. Uma vez atrás das linhas inimigas, o grupo decide tentar eliminar uma rede terrorista determinada a atacar os EUA.
Como de costume, os nomes em português já revelam sempre algum ponto do filme e aqui, você já vai assistir ele esperando o tal ato de coragem do título e claro fazendo ligações de quem será o ato e como ele terminará, e claro não seria diferente, mas não vou falar mais senão acabo estragando o longa. A história em si é bacana e embora o filme beire próximo das 2 horas de duração, o diretor soube conduzir utilizando uma linguagem de câmeras que lembram os jogos em videogame em primeira pessoa, onde parecemos estar segurando as armas de guerra e sermos o personagem principal do filme. Segundo consta em algumas sinopses do filme as armas, atores e táticas empregadas no filme são reais, fiquei meio em dúvida devido a quantidade de ação que tem, mas se foi realmente, fico com medo de quem esteve no set de filmagem junto desses malucos.
Quanto da atuação, nesse estilo de filme nem cogito cobrar muito dos atores, pois o que se espera é muito tiro e que a operação seja bem concluída de forma convincente, pois o fim já esperamos. Aqui os protagonistas fazem bem suas caras e convencem que são do exército pronto para acabar com uma operação de terrorismo. Um destaque negativo fica para o diálogo entre o sargento e o contrabandista principal de armas para os terroristas, pois nesse ponto que pedia algo mais próximo de algo real fizeram algo muito simplório e sem a atuação necessária para um filme. Tirando isso todos fazem bem as táticas de guerrilha e o filme deslancha.
No quesito visual e cênico, como a maior parte das cenas são lugares de guerra, ou seja, meio de florestas e vilas afastadas onde tudo está aberto para destruição, e os tiros convencem de forma bacana parecendo realmente estar estourando as pessoas que são atingidas. Como descrito na sinopse foram usadas armas reais, então o visual é bem interessante, tais como os helicópteros levando o exército em lanchas para as cenas de batalha. A produção toda está bem engatada e faz um filme com quesitos técnicos impecáveis. A fotografia esverdeada também chama atenção pois como disse, em diversos momentos entramos na figura do personagem pela câmera escolhida e isso faz os amantes de jogos de primeira pessoa ficarem felizes com o que vêem.
A trilha sonora usada também segura o clima que o filme pede, e se mantém na sua totalidade, dando um ritmo interessante para que entremos na guerra com os personagens. Embora alguns tiros nos dê dor de cabeça pelo excesso, não poderia exigir outra coisa que não fosse isso para um filme de guerra. Um destaque para a trilha de encerramento, que é uma pena estar apenas fechando o filme, pois é bem interessante de ser escutada, caso não lhe obriguem a sair da sala, fique e curta com os créditos subindo e imagens reais de combatentes passando.
Enfim, é um filme bacana de guerra, que segue toda a tradição do patriotismo americano de que vamos para o combate assim que a pátria precisar sem pensar em família ou em mais nada, mas que falha em alguns momentos pelos atores e por repetir mais do mesmo que já estamos acostumados, além claro do que falei no início de o título em português revelar o que ficaremos esperando até praticamente os últimos minutos. Se você gosta do estilo, talvez fique um pouco decepcionado esperando algo novo, mas se você não tem o costume de ver filmes do gênero acredito que saia satisfeito com o que verá. Eu até gostei e recomendo ver com esses pesares apenas. Fico por aqui, mas daqui a pouco tem mais no blog. Abraços e espero que estejam gostando da minha maratona de filmes.
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Katy Perry: Part of Me 3D
Confesso que fiquei bastante empolgado com o trailer de "Katy Perry: Part of Me", tanto que já fui em plena estréia conferir ele. É bacana conhecer um pouco mais de como é a loucura de uma turnê de 365 praticamente de shows, pois é uma mega-produção, além de ver todos os perrengues pelos quais a cantora passou antes de ser o estouro que é hoje, mas se você não for um fã nato da cantora apenas a conhecerá e curtirá as músicas de uma forma interessantemente mixada entre depoimentos e o show da cantora, porém para fãs tinha uma menina na minha sessão que estava toda emocionada, vai entender!!!
O documentário musical inclui imagens de shows, além de mostrar a história real da cantora desde seu começo até se tornar uma sensação global. O projeto foi filmado em segredo, quando Katy Perry fez sua turnê no final do ano passado, filmada com câmeras 3D.
O set list musical do documentário é praticamente o mesmo do show que teve em São Paulo e no Rock in Rio, porém a ordem é um pouco diferenciada, pois foi montado de modo que as músicas dessem um sentido mais enfático aos depoimentos. Claro que por mostrar a turnê inteira de onde passou pegou cenas de vários países então não faça como a garota que estava atrás de mim se procurando no show do Brasil, pois as imagens do público são lances apenas para enaltecer o que ela almeja nos fãs em seus shows que é sair sorrindo e feliz.
Um ponto interessante para quem não é fã é ver como foi o processo de mudanças de gravadoras até chegar em uma que acreditou no que Katy realmente é. Seu convívio com os fãs também é algo bem bacana e mostra que tudo que fez para alcançar o topo foi com muito suor e se faz por merecer onde está agora. Aí entra uma opinião minha que gostaria de ter visto mais, porém para o público em geral ficaria bem ruim, que seria a parte da produção da turnê ser maior e não apenas algumas cenas jogadas no início, mas isso é um pedido de produtor, então acredito que nem conta muito.
Enfim, nem teria muito do que falar, afinal é um documentário com show, bem feito, com bons depoimentos, boa música e filmado em 3D, porém dispensável assistir na tecnologia, pois não faz muita diferença não, mas como não veio em salas normais assistiremos mesmo pagando um pouco mais. Na minha opinião foi bacana para conhecer um pouco mais da artista, pois apenas ouço suas músicas mas nem o show que foi transmitido do Rock in Rio eu vi inteiro. Quem for fã com certeza sairá da sala satisfeito, quem não for pode até gostar um pouco mais da moça. Fico por aqui hoje, mas amanhã tem mais pessoal, então abraços e até mais.
O documentário musical inclui imagens de shows, além de mostrar a história real da cantora desde seu começo até se tornar uma sensação global. O projeto foi filmado em segredo, quando Katy Perry fez sua turnê no final do ano passado, filmada com câmeras 3D.
O set list musical do documentário é praticamente o mesmo do show que teve em São Paulo e no Rock in Rio, porém a ordem é um pouco diferenciada, pois foi montado de modo que as músicas dessem um sentido mais enfático aos depoimentos. Claro que por mostrar a turnê inteira de onde passou pegou cenas de vários países então não faça como a garota que estava atrás de mim se procurando no show do Brasil, pois as imagens do público são lances apenas para enaltecer o que ela almeja nos fãs em seus shows que é sair sorrindo e feliz.
Um ponto interessante para quem não é fã é ver como foi o processo de mudanças de gravadoras até chegar em uma que acreditou no que Katy realmente é. Seu convívio com os fãs também é algo bem bacana e mostra que tudo que fez para alcançar o topo foi com muito suor e se faz por merecer onde está agora. Aí entra uma opinião minha que gostaria de ter visto mais, porém para o público em geral ficaria bem ruim, que seria a parte da produção da turnê ser maior e não apenas algumas cenas jogadas no início, mas isso é um pedido de produtor, então acredito que nem conta muito.
Enfim, nem teria muito do que falar, afinal é um documentário com show, bem feito, com bons depoimentos, boa música e filmado em 3D, porém dispensável assistir na tecnologia, pois não faz muita diferença não, mas como não veio em salas normais assistiremos mesmo pagando um pouco mais. Na minha opinião foi bacana para conhecer um pouco mais da artista, pois apenas ouço suas músicas mas nem o show que foi transmitido do Rock in Rio eu vi inteiro. Quem for fã com certeza sairá da sala satisfeito, quem não for pode até gostar um pouco mais da moça. Fico por aqui hoje, mas amanhã tem mais pessoal, então abraços e até mais.
Adorável Pivellina
É engraçado quando algumas pessoas confundem ficção com realidade e fica brigando com filmes e novelas, mas quando um filme é feito de forma tão real, sem os pontos de virada ou desfechos que tudo termina de forma comum sem nenhum choque como é na vida real ficamos decepcionados com o que vemos. "Adorável Pivellina" é bem isso, pois o filme até poderia ser surpreendente, mas começa de forma linear e acompanha o andamento de uma "família" num período de tempo que tentam deixar uma garotinha abandonada feliz com sua nova família sem que tenha nenhuma grande expressão para se tornar cinema.
O filme nos mostra Patti, uma artista de circo que mora com o marido em um trailer, encontra a pequena Asia, de dois anos, em um parque nos arredores de Roma. Junto com a menina veio apenas o bilhete da mãe avisando que a apanharia quando tivesse condição. Neste meio tempo, ela encanta Patti e sua vizinhança.
A história poderia ser legal, mas como disse ficou como se fosse uma novela mais puxada para o real, onde acontecem as coisas sem que você se sinta vendo um filme, parece que colocaram uma câmera atrás de uma família dessas que acha uma criança abandonada e faz de tudo para que a criança seja feliz, e só, mais nada que cative e empolgue. É bonitinho ver a criança feliz, alegre e querendo permanecer mais com as pessoas que estão lhe criando, mas um filme onde não tem reviravoltas nem nada que prenda o público acaba cansando um pouco. Fora que diferente do que estamos acostumados a ver em filmes e novelas, vemos uma Itália feia e suja.
As atuações são singelas e por serem bem próximas de uma realidade comovem com seus gestos. Alguns momentos podem parecer forçado, mas se formos à fundo podemos induzir que são pessoas reais mesmo interpretando de forma bem condizente como viveriam se aquilo acontecesse, mas ainda acho que faltou algo e para falar o que é estragaria o filme para aqueles que forem ver, mas o que já adiantei da falta de reviravoltas é o principal e acho que fez falta até para os atores.
Como disse a cenografia é algo que choca, pois nunca havia pensado, por ignorância até pois todo país tem lugares belos e lugares horríveis, e o que vemos é um lugar muito ruim de se viver, que faz o circo mambembe de "O Palhaço" parecer um Cirque du Soleil. Ótima produção que foi feita para retratar tudo da melhor forma real. A fotografia achei meio turva, mas acredito que seja por ser um filme que já tenha rodado bastante, e aliado à tomadas que não seriam o comum de um filme, tais quais seguindo uma pessoa com uma steadycam muito chacoalhante que não convence ficaram meio fora de foco.
Enfim, é um "filme" bonitinho, mas que deixa a realidade triste pela pobreza, mas alegra pelo ato singelo de mesmo sendo pobre querer dar o melhor para que uma criança abandonada fique feliz. É essa a lição que consegui tirar dele e só. Tirando isso não recomendo ver não, mas valeu para conhecer esse outro lado da Itália também. Bem é isso, mais um filme da maratona dessa semana assistido, e daqui a pouco tem mais um post aqui no blog. Até pessoal.
O filme nos mostra Patti, uma artista de circo que mora com o marido em um trailer, encontra a pequena Asia, de dois anos, em um parque nos arredores de Roma. Junto com a menina veio apenas o bilhete da mãe avisando que a apanharia quando tivesse condição. Neste meio tempo, ela encanta Patti e sua vizinhança.
A história poderia ser legal, mas como disse ficou como se fosse uma novela mais puxada para o real, onde acontecem as coisas sem que você se sinta vendo um filme, parece que colocaram uma câmera atrás de uma família dessas que acha uma criança abandonada e faz de tudo para que a criança seja feliz, e só, mais nada que cative e empolgue. É bonitinho ver a criança feliz, alegre e querendo permanecer mais com as pessoas que estão lhe criando, mas um filme onde não tem reviravoltas nem nada que prenda o público acaba cansando um pouco. Fora que diferente do que estamos acostumados a ver em filmes e novelas, vemos uma Itália feia e suja.
As atuações são singelas e por serem bem próximas de uma realidade comovem com seus gestos. Alguns momentos podem parecer forçado, mas se formos à fundo podemos induzir que são pessoas reais mesmo interpretando de forma bem condizente como viveriam se aquilo acontecesse, mas ainda acho que faltou algo e para falar o que é estragaria o filme para aqueles que forem ver, mas o que já adiantei da falta de reviravoltas é o principal e acho que fez falta até para os atores.
Como disse a cenografia é algo que choca, pois nunca havia pensado, por ignorância até pois todo país tem lugares belos e lugares horríveis, e o que vemos é um lugar muito ruim de se viver, que faz o circo mambembe de "O Palhaço" parecer um Cirque du Soleil. Ótima produção que foi feita para retratar tudo da melhor forma real. A fotografia achei meio turva, mas acredito que seja por ser um filme que já tenha rodado bastante, e aliado à tomadas que não seriam o comum de um filme, tais quais seguindo uma pessoa com uma steadycam muito chacoalhante que não convence ficaram meio fora de foco.
Enfim, é um "filme" bonitinho, mas que deixa a realidade triste pela pobreza, mas alegra pelo ato singelo de mesmo sendo pobre querer dar o melhor para que uma criança abandonada fique feliz. É essa a lição que consegui tirar dele e só. Tirando isso não recomendo ver não, mas valeu para conhecer esse outro lado da Itália também. Bem é isso, mais um filme da maratona dessa semana assistido, e daqui a pouco tem mais um post aqui no blog. Até pessoal.
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Deus da Carnificina
Fazia tempo que um filme "cult" não me divertia tanto. Posso abrir o texto com essa frase com certeza, pois o filme "Deus da Carnificina" escolhido para abrir o 10° Festival de Cinema de Ribeirão Preto é um filme que normalmente as pessoas não assistiriam pela história, talvez sim pelo elenco recheado de oscarizados, mas que embora dramático tem uma liberdade cômica maravilhosa que faz rir do primeiro ato até o último de forma como raras comédias conseguem fazer.
O filme mostra que em Nova York, o casal Nancy e Alan Cowan vão até a casa de Penelope e Michael Longstreet. O motivo do encontro: o filho do primeiro casal agrediu o filho do segundo. Eles tentam resolver o assunto dentro das normas da educação e civilidade, mas, aos poucos, cada um perde o controle diante da situação.
Pelo roteiro ser adaptado de uma peça da Broadway ganhadora de inúmeros prêmios, Polanski foi genial ao montar um filme onde você se enxerga no meio de uma discussão que poderia acabar facilmente mas que não tem fim ao ser incrementada pelos dilemas do relacionamento matrimonial, o que era uma conversa consensual sobre os filhos se transforma numa imensa DR(discussão de relação) em conjunto. As tomadas de cena ambientadas praticamente num único cenário que também foi retirado do teatro nos faz envolver mais ainda com os personagens de forma que aqueles que gostam de uma boa briga(famosos por adorar botar fogo numa confusão) irão a cada golpe dialogado soltar um "NOSSA", "VIXE" e por aí vai.
Em questão de atuação, o quarteto principal e praticamente único, pois existem apenas vozes de outros atores nos telefones tirando eles, conseguem colocar em cena tudo de bom que sabem fazer e lhes renderam indicações e prêmios em outros filmes. É até difícil destacar qualquer um deles, pois Jodie Foster, Kate Winslet, Christopher Waltz e John C. Reilly literalmente detonam no segundo ato. Mas se me obrigassem a destacar um colocaria o papel de Christopher Waltz que consegue irritar qualquer ser humano com a quantidade que fala no celular no filme.
A parte cenográfica, embora seja passado quase que 99% do filme num único ambiente é bem incrementada, com elementos utilizáveis para dar um pouco mais de vida ao filme sem precisar que os atores se desloquem para que o filme tenha gás, e o melhor é que os elementos fazem parte à todo momento da história, interferindo ou incrementando o momento dos personagens, uma ótima sacada.
Enfim, poderia falar muito mais do filme, mas prefiro que todos vejam, pois é um filme que vale muito a pena. Agradável de assistir como poucos dramas conseguem ser. Caso não passe em nenhum festival em sua cidade, alugue o filme e veja, pois entra como mais um dos obrigatórios da grande lista de bons filmes que o diretor já fez. Bom, foi um ótimo início de semana cinematográfica que com o festival de cinema rolando por aqui além das estréias da semana, vocês até ficarão bravos com a quantidade de posts que colocarei no blog, mas o objetivo é que eu consiga ver tudo. Então até amanhã com 2 posts novos. Abraços pessoal.
O filme mostra que em Nova York, o casal Nancy e Alan Cowan vão até a casa de Penelope e Michael Longstreet. O motivo do encontro: o filho do primeiro casal agrediu o filho do segundo. Eles tentam resolver o assunto dentro das normas da educação e civilidade, mas, aos poucos, cada um perde o controle diante da situação.
Pelo roteiro ser adaptado de uma peça da Broadway ganhadora de inúmeros prêmios, Polanski foi genial ao montar um filme onde você se enxerga no meio de uma discussão que poderia acabar facilmente mas que não tem fim ao ser incrementada pelos dilemas do relacionamento matrimonial, o que era uma conversa consensual sobre os filhos se transforma numa imensa DR(discussão de relação) em conjunto. As tomadas de cena ambientadas praticamente num único cenário que também foi retirado do teatro nos faz envolver mais ainda com os personagens de forma que aqueles que gostam de uma boa briga(famosos por adorar botar fogo numa confusão) irão a cada golpe dialogado soltar um "NOSSA", "VIXE" e por aí vai.
Em questão de atuação, o quarteto principal e praticamente único, pois existem apenas vozes de outros atores nos telefones tirando eles, conseguem colocar em cena tudo de bom que sabem fazer e lhes renderam indicações e prêmios em outros filmes. É até difícil destacar qualquer um deles, pois Jodie Foster, Kate Winslet, Christopher Waltz e John C. Reilly literalmente detonam no segundo ato. Mas se me obrigassem a destacar um colocaria o papel de Christopher Waltz que consegue irritar qualquer ser humano com a quantidade que fala no celular no filme.
A parte cenográfica, embora seja passado quase que 99% do filme num único ambiente é bem incrementada, com elementos utilizáveis para dar um pouco mais de vida ao filme sem precisar que os atores se desloquem para que o filme tenha gás, e o melhor é que os elementos fazem parte à todo momento da história, interferindo ou incrementando o momento dos personagens, uma ótima sacada.
Enfim, poderia falar muito mais do filme, mas prefiro que todos vejam, pois é um filme que vale muito a pena. Agradável de assistir como poucos dramas conseguem ser. Caso não passe em nenhum festival em sua cidade, alugue o filme e veja, pois entra como mais um dos obrigatórios da grande lista de bons filmes que o diretor já fez. Bom, foi um ótimo início de semana cinematográfica que com o festival de cinema rolando por aqui além das estréias da semana, vocês até ficarão bravos com a quantidade de posts que colocarei no blog, mas o objetivo é que eu consiga ver tudo. Então até amanhã com 2 posts novos. Abraços pessoal.
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