Alguns filmes ficarão marcados na eternidade e Christopher Nolan pode dizer que seu nome acaba de ser colocado junto a grandiosos patamares da indústria do cinema. Se já havia feito dois excelentes filmes anteriores da trilogia, com "Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge" ele dirige um roteiro escrito a 6 mãos de forma brilhante e impecável, podendo ser engrandecido mais ainda com todos elementos possíveis de serem colocados num grande filme, tais quais uma trilha sonora arrasadora, atuações convincentes e perfeitas e efeitos visuais dosados na mesma quantidade de dramaticidade que o filme necessitava.
O filme nos mostra que Batman é perseguido pela lei depois de ser acusado de ter assassinado do promotor Harvey Dent. A busca, liderada por seu amigo Comissário Gordon, não chega a lugar algum, mas obriga o herói a abandonar sua identidade secreta. Em meio à dor pela morte de seu amor Rachel Dawes, oito anos se passam, até que o Homem-Morcego é obrigado a voltar à ativa quando o líder terrorista Banechega à Gotham City trazendo o caos e destruindo tudo a sua frente.
O interessante do roteiro escrito pelo próprio Christopher Nolan, seu irmão Jonathan Nolan e David Goyer é o que o diferencia de qualquer filme de super-herói, pois carrega uma carga dramática com enfoques em bons diálogos que a pancadaria, não que ela não esteja bem presente e otimamente coreografada, vira quase algo que não precisaria ter no filme para que saíssemos da sala de cinema apaixonados pelo filme. Tem todos elementos possíveis de um bom filme, a carga dramática pesada, alguns alívios cômicos bem de leve, tem altas emoções para que torçamos para dar certo e claro tem um bom vilão, ainda que o Coringa fique eternizado como o melhor de todos, que nos faz ficar com ódio e torcendo para se ferrar de uma forma colossal. Sem contar a quantidade de reviravoltas que tem no roteiro que é de brincar com a mente do espectador a todo momento.
As atuações estão colocadas na forma perfeita de ser fazer uma receita de bom filme. Todos os personagens você olha para eles e fala esse é o Batman, esse é o Gordon, esse é o Alfred, e por aí vai. E isso recai claro numa boa direção de atores, para que o elenco em si trabalhe para o filme. Como disse para alguns amigos, no segundo filme da trilogia o Batman mesmo acaba sumido no meio dos dois personagens principais que pra mim foram o Coringa e o Dent que transformaram o filme como sendo deles, agora nesse final apoteótico Nolan retorna o foco para Batman e Wayne assim como fez em Batman Begins e Christian Bale da conta completamente do recado sem exitar, fazendo uma interpretação dolorosa com momentos de alta emoção para sua atuação. Tom Hardy, embora irreconhecível atrás da máscara do Bane também tem diálogos ditos de forma bem impostada que a cada som emitido pela sua voz você fica com mais raiva dele. Gary Oldman faz seu Gordon de forma impecável de tal forma que o personagem veio crescendo na medida para ter sua penúltima cena mostrada através de um flashback incrível, que nem precisaria ser colocado, mas ajuda bem a quem não lembrar do primeiro filme. Anne Hathaway faz uma Selina "Mulher-Gato" que deixa todos os homens babando e quase pedindo para ser roubados por uma mulher daquela, claro sem precisar mostrar ela como uma gata e sim como uma gatuna que é a origem do personagem nos quadrinhos, e se seu pedido for aceito muito em breve pode protagonizar um filme solo da gatuna. Joseph Gordon-Levitt aparece bem no seu personagem e atua de forma correta e bem interessante, com falas precisas mostra que vem crescendo a cada filme que é colocado. Morgan Freeman não é tão aproveitado como nos outros filmes mas mesmo assim nas cenas que aparece mostra que é um tremendo de um ator, usando a sua comicidade sem precisar apelar para nada. Michael Caine também aparece pouco no filme, mas ficará na mente de todos como o Albert, sua cena final é muito boa e deixa um gostinho para se pensar. Marion Cotillard poderia ser melhor explorada, acabando sendo quase um personagem desnecessário, mas como seu personagem só é desenvolvido mesmo na segunda parte do filme ela consegue mostrar bem sua atuação nas cenas que está presente. Bom acho que dessa vez falei de todos os principais pois não tem como destacar um só, vale lembrar também da pontinha de Cillian Murphy, o espantalho dos filmes anteriores, que tenho certeza que caso Heather Ledge não tivesse morrido nessa cena que ele entra seria o Coringa no lugar. Outro ponto interessante é que Nolan trabalha em praticamente todos os seus filmes com um elenco fixo, alternando um ou outro ator, e isso é excelente, pois monta seu time.
A parte cenográfica do filme é impressionante, pois conseguiram mostrar uma cidade caótica completamente destruída pelo povo e por explosões que nem os filmes catástrofe conseguiram mostrar de forma tão real. Todo o visual é palpável de forma a se ver a degradação que quiseram mostrar. Os elementos visuais são diversificados de um modo que você pode sentir o ambiente. Os objetos computacionais inseridos tais como o veículo voador entre outros também estão bem encaixados com a história e não pagam gafe. A equipe de efeitos especiais também trabalhou muito bem de forma que todos estão bem convincentes e fazem com que as explosões surtam como sendo extremamente reais. Como já fez em outros filmes Nolan colocou seu diretor de fotografia para trabalhar com uma paleta de cores bem escura o que poderia cansar mas pelo contrário o longa de quase 3 horas (2:45 para ser exato), passa quase imperceptível de rápido movimentando os olhos a todo momento para todo o canto sem pestanejar.
Um dos pontos de destaque do filme sem dúvida alguma está presente na trilha sonora de Hans Zimmer que faz algo que ecoa em nossos ouvidos ao mesmo tempo como uma lamúria e consequentemente emocionando em seguida. A cena na prisão é algo que arrepia só de lembrar, culminando em seu final num ápice de com certeza se emocionar. Fora as variações de uma trilha veloz, com outra lenta, encaixando momentos de silêncio absoluto que deixam o filme com sua cara. É com toda certeza uma trilha sonora para se ter em casa e ouvir repetidas vezes se lembrando do filme.
Enfim, poderia passar horas aqui escrevendo e falando sobre esse filmaço que pretendo ter em minha coleção sem dúvidas alguma, mas se falar muito mais estragaria com algum spoiler e estragaria a sessão de muitos que falo e peço que vejam o filme no cinema, pois vale cada centavo pago para se ver inclusive na maior tela possível e no melhor som que tiver em sua cidade, faça essa escolha e não se arrependerá. Ficamos agora na espera do que esse nobre senhor chamado Christofer Nolan vai nos trazer em breve, ficamos órfãos por enquanto de sua genialidade, mas seu desfecho foi excepcional e aqueles que não forem fortes o suficiente se prepare para se emocionar com tudo. Fico por aqui nesse único filme dessa semana, mas que valeu por vários. Abraços pessoal, desculpem o tamanho do texto e até breve.
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sexta-feira, 27 de julho de 2012
domingo, 15 de julho de 2012
Na Estrada
Existem filmes que você assiste e já vê de cara que é um filme com cara de participante de festivais. "Na Estrada" tem todo esse jeito de filme com muito diálogo, boas atuações e ritmo lento, o que lhe qualificaria para disputar vários prêmios se não fosse a data de lançamento que está muito longe dos principais festivais para ser lembrado. Não digo que o filme é ótimo para todos, pois aqueles que não gostarem de um filme verborrágico com certeza o achará extremamente monótono, mas sem dúvida alguma é um filme de respeito feito por um diretor brasileiro.
O filme conta a história do jovem escritor Sal Paradise, cuja vida é sacudida e inteiramente transformada pela chegada de Dean Moriarty, um jovem libertário e contagiante, recém-chegado do Oeste com sua namorada de 16 anos Marylou. Juntos, Sal e Dean cruzam os Estados Unidos em busca da última fronteira americana e à procura deles mesmos. Na viagem, ultrapassam todos os limites conhecidos. Ritmado por sexo, drogas e jazz, o filme é baseado em On the Road, o romance cult de Jack Kerouac que lançou as bases da geração Beat. Na Estrada também narra a história de um bando de jovens extraordinários, Bull, Camille, Carlo e Jane, que se libertaram do conformismo conservador de sua época para seguir seus próprios caminhos, impactando gerações até os dias de hoje.
A história do filme é bem interessante e foi muito bem dirigido por Walter Salles que acredito ter conseguido passar a maior parte do livro de Jack Kerouac para as telas de forma bem interessante, tanto que o filme fica até literal demais em alguns momentos, o que fica no ar apenas é alguns detalhes entre os dois protagonistas, mas tirando isso é um filme bem linear contado da forma real que o protagonista vivenciou.
As atuações estão bem interessantes, e altamente convincentes inclusive nas cenas mais calorosas que vêm dando o que falar ultimamente nas entrevistas. Ao que tudo parece os atores não tiveram pudor nenhum de tirar suas roupas para as câmeras para fazer o melhor em cena. É difícil destacar algum ator pois como disse todos foram bem, inclusive Kristen Stewart consegue mostrar um pouco mais de interpretação do que somente suas caras e bocas que vinha fazendo. Sam Riley faz um personagem visceral que mesmo nos momentos que está apenas observando demonstra uma boa interpretação, acredito que o autor do livro tenha se sentido satisfeito com ele no seu papel. Garrett Hedlundque não colecionava boas atuações também mostra que sabe fazer uma boa interpretação e convence bastante em seu papel, suando bastante com suas cenas tórridas. Tom Sturridge faz poucas cenas, mas nas que aparece consegue mostrar um papel sem ficar preso ao estereótipo comum que costumam fazer de homossexuais. Além desses como principais temos bons destaques para os coadjuvantes Amy Adams, Viggo Mortensen, Steve Buscemi, Elisabeth Moss entre outros bons atores que a produção arranjou para que o filme fosse repleto de estrelas.
No quesito direção de arte, mesmo sendo um road movie, onde se mostram muitas cidades e paisagens por onde passam os viajantes, o filme também explora bastante cenários internos que contam com uma cenografia vasta para representar a época em que o filme se passa, e o diretor valoriza muito esses elementos mostrando tudo que foi conseguido evitando planos mais fechados que cansasse mais ainda o espectador. A fotografia também trabalhou bastante para que o filme que é bem longo não ficasse tão cansativo, e com isso a câmera vasculha pontos por todo o cenário fazendo planos diferenciados e também evitaram de saturar tanto a imagem para representar o passado como ultimamente as produções vêm fazendo.
A parte sonora do filme cultua uma boa dose de jazz da época com músicas tocadas durante o longa inteiro que agradam sem pesar na trama, ou seja, em vários momentos está tocando a música mas não necessariamente precisa estar acompanhando a trama, servindo apenas de pano de fundo para ditar um ritmo gostoso para a trama.
Enfim, é um bom filme, que mostra que o diretor brasileiro aliado a bons financiadores conseguiu firmar seus dotes em Hollywood e agora deve fazer muita coisa por lá. Como disse não é um filme que vá agradar a todos, pois é extremamente verborrágico, então quem gostar do estilo vá ver que com certeza sairá da sessão contente com o que vai ver, mas quem não gosta fuja que a chance de se cansar com o filme é alta. Bom é isso, essa semana encerro por aqui, rezando para que semana que vem venha uma boa quantidade de filmes e enquanto isso irei vendo em casa os filmes e me preparando para a grande estréia do dia 27. Abraços e até mais pessoal.
O filme conta a história do jovem escritor Sal Paradise, cuja vida é sacudida e inteiramente transformada pela chegada de Dean Moriarty, um jovem libertário e contagiante, recém-chegado do Oeste com sua namorada de 16 anos Marylou. Juntos, Sal e Dean cruzam os Estados Unidos em busca da última fronteira americana e à procura deles mesmos. Na viagem, ultrapassam todos os limites conhecidos. Ritmado por sexo, drogas e jazz, o filme é baseado em On the Road, o romance cult de Jack Kerouac que lançou as bases da geração Beat. Na Estrada também narra a história de um bando de jovens extraordinários, Bull, Camille, Carlo e Jane, que se libertaram do conformismo conservador de sua época para seguir seus próprios caminhos, impactando gerações até os dias de hoje.
A história do filme é bem interessante e foi muito bem dirigido por Walter Salles que acredito ter conseguido passar a maior parte do livro de Jack Kerouac para as telas de forma bem interessante, tanto que o filme fica até literal demais em alguns momentos, o que fica no ar apenas é alguns detalhes entre os dois protagonistas, mas tirando isso é um filme bem linear contado da forma real que o protagonista vivenciou.
As atuações estão bem interessantes, e altamente convincentes inclusive nas cenas mais calorosas que vêm dando o que falar ultimamente nas entrevistas. Ao que tudo parece os atores não tiveram pudor nenhum de tirar suas roupas para as câmeras para fazer o melhor em cena. É difícil destacar algum ator pois como disse todos foram bem, inclusive Kristen Stewart consegue mostrar um pouco mais de interpretação do que somente suas caras e bocas que vinha fazendo. Sam Riley faz um personagem visceral que mesmo nos momentos que está apenas observando demonstra uma boa interpretação, acredito que o autor do livro tenha se sentido satisfeito com ele no seu papel. Garrett Hedlundque não colecionava boas atuações também mostra que sabe fazer uma boa interpretação e convence bastante em seu papel, suando bastante com suas cenas tórridas. Tom Sturridge faz poucas cenas, mas nas que aparece consegue mostrar um papel sem ficar preso ao estereótipo comum que costumam fazer de homossexuais. Além desses como principais temos bons destaques para os coadjuvantes Amy Adams, Viggo Mortensen, Steve Buscemi, Elisabeth Moss entre outros bons atores que a produção arranjou para que o filme fosse repleto de estrelas.
No quesito direção de arte, mesmo sendo um road movie, onde se mostram muitas cidades e paisagens por onde passam os viajantes, o filme também explora bastante cenários internos que contam com uma cenografia vasta para representar a época em que o filme se passa, e o diretor valoriza muito esses elementos mostrando tudo que foi conseguido evitando planos mais fechados que cansasse mais ainda o espectador. A fotografia também trabalhou bastante para que o filme que é bem longo não ficasse tão cansativo, e com isso a câmera vasculha pontos por todo o cenário fazendo planos diferenciados e também evitaram de saturar tanto a imagem para representar o passado como ultimamente as produções vêm fazendo.
A parte sonora do filme cultua uma boa dose de jazz da época com músicas tocadas durante o longa inteiro que agradam sem pesar na trama, ou seja, em vários momentos está tocando a música mas não necessariamente precisa estar acompanhando a trama, servindo apenas de pano de fundo para ditar um ritmo gostoso para a trama.
Enfim, é um bom filme, que mostra que o diretor brasileiro aliado a bons financiadores conseguiu firmar seus dotes em Hollywood e agora deve fazer muita coisa por lá. Como disse não é um filme que vá agradar a todos, pois é extremamente verborrágico, então quem gostar do estilo vá ver que com certeza sairá da sessão contente com o que vai ver, mas quem não gosta fuja que a chance de se cansar com o filme é alta. Bom é isso, essa semana encerro por aqui, rezando para que semana que vem venha uma boa quantidade de filmes e enquanto isso irei vendo em casa os filmes e me preparando para a grande estréia do dia 27. Abraços e até mais pessoal.
sábado, 14 de julho de 2012
Valente em 3D
Algumas animações vão ficar guardadas sempre em nossos corações, e agora já abri um espaço novo para colocar "Valente", pois o filme é magnífico, emociona e coloca uma lição de moral não necessariamente comum às tradicionais. Mas além de todos os sentimentos possíveis que o filme consegue transmitir com sua boa história, o maior atrativo (principalmente para as crianças, já que a história diria ser de juvenil para adulto) é o visual que conseguiram transmitir de forma tão palpável que os elementos cênicos nem parecem ter sido construídos em computador e sim filmados e convertidos para animação de tão perfeitos que são.
O filme nos mostra Merida, uma habilidosa e impetuosa arqueira, filha do rei Fergus e da rainha Elinor. Determinada a trilhar o próprio caminho, ela desafia um antigo costume considerado sagrado pelos ruidosos senhores da terra: o imponente lorde MacGuffin, o carrancudo Lorde Macintosh e o perverso lorde Dingwall. Involuntariamente, os atos de Merida desencadeiam o caos e a fúria no reino e, quando ela se volta para uma velha feiticeira em busca de ajuda, tem um desejo mal-aventurado concedido. Os perigos resultantes a forçam a descobrir o significado da verdadeira valentia para poder desfazer o brutal curso dos acontecimentos, antes que seja tarde demais.
Só pela sinopse já se enxerga a densidade da trama, embora mesmo lendo eu não estava dando nada para o filme, estava crente de ser mais um filme tradicional da Pixar, que sempre faz boas coisas mesmo que ultimamente tenha derrapado um pouco e não feito coisas tão geniais. Mas apague qualquer impressão negativa que tenha do filme, pois dessa vez se superaram de uma forma impressionante com uma história que quebrou todos os paradigmas tanto do estúdio quanto das histórias de princesas tradicionais, o que deve deixar algumas crianças um pouco decepcionadas, mas alegrar os olhos de jovens e adultos que assistirão à trama e com certeza esconderão lágrimas por trás dos óculos escuros da sessão.
A dublagem e as canções em português estão bem legais, mas pretendo (se vier) assistir a versão legendada que dizem estar melhor ainda com sotaques escoceses. Os personagens todos tem seus trejeitos próprios e são bem caricatos quanto à suas personalidades e isso agrada muito, pois faz com que você assimile facilmente quem é cada um na trama sem que precise ficar se remetendo à outras partes da história. O destaque emocional fica mesmo para a trama entre Merida e sua mãe Elinor, que é feito de forma tão sublime e real que nem parece ser fantasia. A parte cômica fica encarregada do rei Fergus, seus três filhos gêmeos e os filhos dos lordes, todos bem caricatos e fazem do filme uma grande diversão.
A parte gráfica não dá nem para falar, é algo que tem de ser visto com seus próprios olhos, como disse acima parecem ter sido filmados e não desenhados computacionalmente. Tudo tem dimensão, profundidade, sombras, texturas, tanto que chega a beirar a perfeição em alguns momentos. Os planos que optaram no filme também agradam muito, e diferente da maioria das animações temos pans, travelings e tomadas aéreas de uma forma bem condizente quase tão similar a de um filme com atores.
Quanto do 3D, muitos irão reclamar, pois são poucas coisas que vêm para fora da tela, mas no quesito profundidade, ele dá um realismo impressionante de camadas que é possível ir distinguindo a pessoa a frente, o fundo, as plantas mais ao fundo e somente depois um desfoque, o que fica belíssimo na tela. Uma recomendação é que escolham os cinemas que costumam ter mais cores ou salas 4K, pois o filme tem muitas cores que com o óculos 3D devem ser perdidas, e nessas salas dá pra ter uma melhor nitidez.
As canções estão muito bem colocadas e da mesma forma que divertem quando precisa divertir, faz emocionar na mesma medida. A canção final na minha opinião é a mais bela de todas e cai como uma luva para um fechamento sensacional com a frase de efeito escolhida para a personagem dizer. Final sensacional daqueles que dão vontade de aplaudir.
Enfim, é um filme maravilhoso que vale ser visto e revisto muitas vezes e com toda certeza guardado para ver sempre que puder pois a mensagem que deixa é muito boa. Ele estréia somente semana que vem, mas está com várias salas em pré-estréia portanto recomendo com muita certeza para todos, mas como disse algumas crianças podem sair um pouco insatisfeitas com a história, pois não é muito infantil não. Bom é isso, já deu para notar que adorei o filme, tentei me conter ao máximo aos detalhes, pois tudo que falar sobre o filme irei estragar surpresas. Assistam e comentem aqui no blog as impressões que tiveram desse ótimo filme. Fico por aqui, mas amanhã tem mais. Abraços e até breve.
O filme nos mostra Merida, uma habilidosa e impetuosa arqueira, filha do rei Fergus e da rainha Elinor. Determinada a trilhar o próprio caminho, ela desafia um antigo costume considerado sagrado pelos ruidosos senhores da terra: o imponente lorde MacGuffin, o carrancudo Lorde Macintosh e o perverso lorde Dingwall. Involuntariamente, os atos de Merida desencadeiam o caos e a fúria no reino e, quando ela se volta para uma velha feiticeira em busca de ajuda, tem um desejo mal-aventurado concedido. Os perigos resultantes a forçam a descobrir o significado da verdadeira valentia para poder desfazer o brutal curso dos acontecimentos, antes que seja tarde demais.
Só pela sinopse já se enxerga a densidade da trama, embora mesmo lendo eu não estava dando nada para o filme, estava crente de ser mais um filme tradicional da Pixar, que sempre faz boas coisas mesmo que ultimamente tenha derrapado um pouco e não feito coisas tão geniais. Mas apague qualquer impressão negativa que tenha do filme, pois dessa vez se superaram de uma forma impressionante com uma história que quebrou todos os paradigmas tanto do estúdio quanto das histórias de princesas tradicionais, o que deve deixar algumas crianças um pouco decepcionadas, mas alegrar os olhos de jovens e adultos que assistirão à trama e com certeza esconderão lágrimas por trás dos óculos escuros da sessão.
A dublagem e as canções em português estão bem legais, mas pretendo (se vier) assistir a versão legendada que dizem estar melhor ainda com sotaques escoceses. Os personagens todos tem seus trejeitos próprios e são bem caricatos quanto à suas personalidades e isso agrada muito, pois faz com que você assimile facilmente quem é cada um na trama sem que precise ficar se remetendo à outras partes da história. O destaque emocional fica mesmo para a trama entre Merida e sua mãe Elinor, que é feito de forma tão sublime e real que nem parece ser fantasia. A parte cômica fica encarregada do rei Fergus, seus três filhos gêmeos e os filhos dos lordes, todos bem caricatos e fazem do filme uma grande diversão.
A parte gráfica não dá nem para falar, é algo que tem de ser visto com seus próprios olhos, como disse acima parecem ter sido filmados e não desenhados computacionalmente. Tudo tem dimensão, profundidade, sombras, texturas, tanto que chega a beirar a perfeição em alguns momentos. Os planos que optaram no filme também agradam muito, e diferente da maioria das animações temos pans, travelings e tomadas aéreas de uma forma bem condizente quase tão similar a de um filme com atores.
Quanto do 3D, muitos irão reclamar, pois são poucas coisas que vêm para fora da tela, mas no quesito profundidade, ele dá um realismo impressionante de camadas que é possível ir distinguindo a pessoa a frente, o fundo, as plantas mais ao fundo e somente depois um desfoque, o que fica belíssimo na tela. Uma recomendação é que escolham os cinemas que costumam ter mais cores ou salas 4K, pois o filme tem muitas cores que com o óculos 3D devem ser perdidas, e nessas salas dá pra ter uma melhor nitidez.
As canções estão muito bem colocadas e da mesma forma que divertem quando precisa divertir, faz emocionar na mesma medida. A canção final na minha opinião é a mais bela de todas e cai como uma luva para um fechamento sensacional com a frase de efeito escolhida para a personagem dizer. Final sensacional daqueles que dão vontade de aplaudir.
Enfim, é um filme maravilhoso que vale ser visto e revisto muitas vezes e com toda certeza guardado para ver sempre que puder pois a mensagem que deixa é muito boa. Ele estréia somente semana que vem, mas está com várias salas em pré-estréia portanto recomendo com muita certeza para todos, mas como disse algumas crianças podem sair um pouco insatisfeitas com a história, pois não é muito infantil não. Bom é isso, já deu para notar que adorei o filme, tentei me conter ao máximo aos detalhes, pois tudo que falar sobre o filme irei estragar surpresas. Assistam e comentem aqui no blog as impressões que tiveram desse ótimo filme. Fico por aqui, mas amanhã tem mais. Abraços e até breve.
Chernobyl - Sinta a Radiação
O diretor Oren Peli é um dos que mais tem ganhado nome no ramo dos filmes de terror ultimamente, desde seu econômico, intrigante e lucrativo "Atividade Paranormal", mas depois que resolveu abandonar a direção e ficar apenas com roteiro e produção de seus filmes não vem colecionando bons resultados. Com "Chernobyl - Sinta a Radiação" ele abandona os espíritos malvados para trabalhar com pessoas mais carnudas(ou nem tanto já que essas foram bem expostas a radiação), mas dessa vez entregou seu roteiro nas mãos do inexperientíssimo responsável por efeitos visuais mas que nunca tinha dirigido um filme Bradley Parker que tentou fazer um filme ao estilo "Bruxa de Blair", onde as pessoas estariam filmando com suas câmeras mas sem que as câmeras estivessem com essas pessoas, então o que se vê é a câmera correndo, rolando, capotando sem que os personagens estejam com algo filmando(tirando as cenas iniciais e depois uma dentro da van).
O filme conta a história de um grupo de jovens que, ao buscar um pouco de emoção durante as férias, viaja para o Leste Europeu, mais precisamente à cidade de Pripyat, abandonada após o holocausto de Chernobyl, ocorrido em 1986. Lá, eles percebem, tarde demais, que seres desumanos escondem-se na escuridão.
A história do filme é intrigante e sua condução consegue deixar um ar de tensão, principalmente por em quase sua totalidade não mostrar os rostos ou o que são os terrores e diferentemente dos outros filmes do gênero não faz a preparação costumeira sonora para que o espectador saiba que vai assustar, e sim pega sempre algum desprevenido que você verá pulando na sala de cinema. O único problema mesmo do filme foi errar na forma de conduzir a câmera que não ficou claro qual a intenção do diretor, pois tem planos e contra-planos mas nenhum personagem está segurando a câmera para que ela se movimente junto com eles balançando, caindo, correndo, etc. Acredito que se tivessem corrigido isso seria um filmaço de terror para ser lembrado muito.
Com nenhum ator conhecido, tudo poderia dar errado no quesito atuação, mas como a idéia do filme é passar os atores como turistas em uma cidade desconhecida, o que eles fazem mesmo parecendo de forma boba e ornamentada acaba sendo condizente com o que o filme pede, somente os policiais da fronteira que fazem umas caras malvadas de forma que nenhum policial faria daquele jeito.
A cenografia gostaria muito de saber se foi realmente filmado na cidade de Pripyat pois ficaram bem interessantes as tomadas abertas e como é um filme de tensão as tomadas fechadas nem revelam muitos elementos cênicos além claro de ser um filme bem escuro então a fotografia não revela nada principalmente para termos o elemento surpresa como fato de tensão do filme.
Como todo filme de terror, a sonoplastia é um fator que prende bem o espectador na cadeira e o faz saltar quando é elevado o volume sem que se espere, e aqui não seria diferente já que é um padrão adotado a tempos e que Oren Peli conhece muito bem o resultado. A única coisa estranha é algo que já vem acontecendo há tempos do filme vir numa levada de canções e ao chegar no trailer entrar algo de um ritmo completamente diferente do que foi passado no longa inteiro, o que quebra um pouco a tensão.
Enfim, o filme vale a pena ser assistido pela tensão que consegue manter, e o nome Oren Peli chama as pessoas para a sala tanto que na minha sessão havia um bom público, mas não é algo que você irá lembrar daqui algumas semanas, pois não tem algo tirando esse erro das câmeras que marque forte. Fico por aqui, mas ainda hoje tem mais filme no blog nessa semana recheada, então abraços e até daqui a pouco pessoal.
O filme conta a história de um grupo de jovens que, ao buscar um pouco de emoção durante as férias, viaja para o Leste Europeu, mais precisamente à cidade de Pripyat, abandonada após o holocausto de Chernobyl, ocorrido em 1986. Lá, eles percebem, tarde demais, que seres desumanos escondem-se na escuridão.
A história do filme é intrigante e sua condução consegue deixar um ar de tensão, principalmente por em quase sua totalidade não mostrar os rostos ou o que são os terrores e diferentemente dos outros filmes do gênero não faz a preparação costumeira sonora para que o espectador saiba que vai assustar, e sim pega sempre algum desprevenido que você verá pulando na sala de cinema. O único problema mesmo do filme foi errar na forma de conduzir a câmera que não ficou claro qual a intenção do diretor, pois tem planos e contra-planos mas nenhum personagem está segurando a câmera para que ela se movimente junto com eles balançando, caindo, correndo, etc. Acredito que se tivessem corrigido isso seria um filmaço de terror para ser lembrado muito.
Com nenhum ator conhecido, tudo poderia dar errado no quesito atuação, mas como a idéia do filme é passar os atores como turistas em uma cidade desconhecida, o que eles fazem mesmo parecendo de forma boba e ornamentada acaba sendo condizente com o que o filme pede, somente os policiais da fronteira que fazem umas caras malvadas de forma que nenhum policial faria daquele jeito.
A cenografia gostaria muito de saber se foi realmente filmado na cidade de Pripyat pois ficaram bem interessantes as tomadas abertas e como é um filme de tensão as tomadas fechadas nem revelam muitos elementos cênicos além claro de ser um filme bem escuro então a fotografia não revela nada principalmente para termos o elemento surpresa como fato de tensão do filme.
Como todo filme de terror, a sonoplastia é um fator que prende bem o espectador na cadeira e o faz saltar quando é elevado o volume sem que se espere, e aqui não seria diferente já que é um padrão adotado a tempos e que Oren Peli conhece muito bem o resultado. A única coisa estranha é algo que já vem acontecendo há tempos do filme vir numa levada de canções e ao chegar no trailer entrar algo de um ritmo completamente diferente do que foi passado no longa inteiro, o que quebra um pouco a tensão.
Enfim, o filme vale a pena ser assistido pela tensão que consegue manter, e o nome Oren Peli chama as pessoas para a sala tanto que na minha sessão havia um bom público, mas não é algo que você irá lembrar daqui algumas semanas, pois não tem algo tirando esse erro das câmeras que marque forte. Fico por aqui, mas ainda hoje tem mais filme no blog nessa semana recheada, então abraços e até daqui a pouco pessoal.
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Diário de Um Jornalista Bêbado
Muita gente torce o nariz quando vê um filme alternativo em cartaz, mas quando entra na sala se diverte horrores mesmo sendo um drama com uma boa dose de crítica à corrupção do jornalismo(o filme se passa nos anos 70 mas não seria muito diferente se fosse filmado nos anos atuais). Com essa dose de sarcasmo, mas sem necessitar apelar a Vinny Filmes trouxe pouquíssimas cópias do filme "Diário de Um Jornalista Bêbado" que chegou aqui no interior através do Cinecult somente agora quase 2 meses depois de estrear no Brasil.
O filme conta a história do jornalista itinerante Paul Kemp. Cansado do barulho e da loucura de Nova York e das convenções pesadas da era de Eisenhower na América, Kemp viaja para Porto Rico para escrever para um jornal local, The San Juan Star, dirigido pelo oprimido editor Lotterman. Adotando a vida encharcada de rum da ilha, Paul logo se torna obcecado por Chenault, a atraente noiva de Sanderson, nascida em Connecticut. Sanderson é um dos empresários envolvidos em negócios obscuros de desenvolvimento de propriedades na ilha e faz parte de um número crescente de empresários americanos que estão determinados a converter Porto Rico em um paraíso capitalista a serviço dos ricos. Quando Kemp é recrutado por Sanderson para escrever favoravelmente sobre seu sistema de negócio, o jornalista se depara com duas possibilidades: usar suas palavras para o benefício dos empresários corruptos ou usá-las para enfrentá-los.
O filme que é baseado no livro de Hunter S. Thompson consegue criticar o jornalismo de uma forma cômica, mas sem deixar de ser dramática, tanto que alguns momentos da mesma forma que você acabou de rir muito da cena anterior, você fica com pena do personagem por tudo que faz, e o diretor soube usar bem isso de modo que o filme ficasse leve, só pecando um pouco na velocidade do filme que o faz parecer ter bem mais do que seus 120 minutos, mas tirando isso, todos os planos estão bem encaixados de forma que o filme aconteça sempre criando situações que mesmo tendo a idéia completa de como vai acontecer você saia surpreendido.
No quesito atuação, todos os personagens são bem caricatos e alguns até abusam de clichés, mas mesmo assim fazem seus papéis de forma exemplar sempre enquadrando bem na câmera. É difícil destacar algum, pois os 5 personagens principais que estão nas mãos de Johnny Depp, Aaron Eckhart, Michael Rispoli, Amber Heard e Giovanni Ribisi fazem todas boas interpretações que conseguem agradar na medida, mesmo alguns aparecendo poucas vezes em cena e tirando os cinco os demais coadjuvantes apenas fazem o que precisam para encaixar as falas dos protagonistas e saem de quadro. Um pesar apenas ficam com os figurantes da cena da praia, que mesmo sua cena dando pano para a próxima, ficam com umas caras tão ridículas que nem no filme mais tosco dos western spaghetti algum figurante fariam aquelas expressões.
O cenário caribenho é algo que agrada nos filmes que são colocados como pano de fundo, por suas belas matas e praias e deveriam ser mais explorados, porém os destaques no cenário não ficam nas belezas do país e sim nas cenas que mostram a pobreza explorada do local, que é ricamente valorizada por diversos elementos cênicos e que pesam os olhos, um bom destaque para a primeira cena da rinha de galos e o que acontece na saída do personagem de Depp do local. A fotografia levemente envelhecida também agrada pois o filme se passa na década de 70 e uniu cenografia, fotografia e figurino para darem bons elementos épicos.
A trilha sonora usada, achei um pouco repetitiva, tocando as mesmas canções em quase todo o filme, não sei se quis ser pejorativo, mas acaba não agradando muito. Poderiam ter valorizado um pouco mais.
Enfim, é um filme que vale muito a pena ser visto, principalmente se você é jornalista ou escritor, para poder olhar com outros olhos as críticas, textos ou matérias que escreve se não está se vendendo facilmente, e recomendo também para todos que gostam de um bom drama com pitadas cômicas de forma sarcástica, o que Depp faz de melhor nos seus filmes. O único pesar forte mesmo é que como veio no Cinecult, o Cinemark como faz tradicionalmente arrancou os créditos finais, então o filme acaba logo após um escrito, espero não ter perdido nada com isso, mas vale muito o ingresso. Acabo a semana cinematográfica hoje, mas nesta sexta já começo com muitos filmes e pré-estréias novamente atacando por aqui, então abraços e até breve pessoal.
O filme conta a história do jornalista itinerante Paul Kemp. Cansado do barulho e da loucura de Nova York e das convenções pesadas da era de Eisenhower na América, Kemp viaja para Porto Rico para escrever para um jornal local, The San Juan Star, dirigido pelo oprimido editor Lotterman. Adotando a vida encharcada de rum da ilha, Paul logo se torna obcecado por Chenault, a atraente noiva de Sanderson, nascida em Connecticut. Sanderson é um dos empresários envolvidos em negócios obscuros de desenvolvimento de propriedades na ilha e faz parte de um número crescente de empresários americanos que estão determinados a converter Porto Rico em um paraíso capitalista a serviço dos ricos. Quando Kemp é recrutado por Sanderson para escrever favoravelmente sobre seu sistema de negócio, o jornalista se depara com duas possibilidades: usar suas palavras para o benefício dos empresários corruptos ou usá-las para enfrentá-los.
O filme que é baseado no livro de Hunter S. Thompson consegue criticar o jornalismo de uma forma cômica, mas sem deixar de ser dramática, tanto que alguns momentos da mesma forma que você acabou de rir muito da cena anterior, você fica com pena do personagem por tudo que faz, e o diretor soube usar bem isso de modo que o filme ficasse leve, só pecando um pouco na velocidade do filme que o faz parecer ter bem mais do que seus 120 minutos, mas tirando isso, todos os planos estão bem encaixados de forma que o filme aconteça sempre criando situações que mesmo tendo a idéia completa de como vai acontecer você saia surpreendido.
No quesito atuação, todos os personagens são bem caricatos e alguns até abusam de clichés, mas mesmo assim fazem seus papéis de forma exemplar sempre enquadrando bem na câmera. É difícil destacar algum, pois os 5 personagens principais que estão nas mãos de Johnny Depp, Aaron Eckhart, Michael Rispoli, Amber Heard e Giovanni Ribisi fazem todas boas interpretações que conseguem agradar na medida, mesmo alguns aparecendo poucas vezes em cena e tirando os cinco os demais coadjuvantes apenas fazem o que precisam para encaixar as falas dos protagonistas e saem de quadro. Um pesar apenas ficam com os figurantes da cena da praia, que mesmo sua cena dando pano para a próxima, ficam com umas caras tão ridículas que nem no filme mais tosco dos western spaghetti algum figurante fariam aquelas expressões.
O cenário caribenho é algo que agrada nos filmes que são colocados como pano de fundo, por suas belas matas e praias e deveriam ser mais explorados, porém os destaques no cenário não ficam nas belezas do país e sim nas cenas que mostram a pobreza explorada do local, que é ricamente valorizada por diversos elementos cênicos e que pesam os olhos, um bom destaque para a primeira cena da rinha de galos e o que acontece na saída do personagem de Depp do local. A fotografia levemente envelhecida também agrada pois o filme se passa na década de 70 e uniu cenografia, fotografia e figurino para darem bons elementos épicos.
A trilha sonora usada, achei um pouco repetitiva, tocando as mesmas canções em quase todo o filme, não sei se quis ser pejorativo, mas acaba não agradando muito. Poderiam ter valorizado um pouco mais.
Enfim, é um filme que vale muito a pena ser visto, principalmente se você é jornalista ou escritor, para poder olhar com outros olhos as críticas, textos ou matérias que escreve se não está se vendendo facilmente, e recomendo também para todos que gostam de um bom drama com pitadas cômicas de forma sarcástica, o que Depp faz de melhor nos seus filmes. O único pesar forte mesmo é que como veio no Cinecult, o Cinemark como faz tradicionalmente arrancou os créditos finais, então o filme acaba logo após um escrito, espero não ter perdido nada com isso, mas vale muito o ingresso. Acabo a semana cinematográfica hoje, mas nesta sexta já começo com muitos filmes e pré-estréias novamente atacando por aqui, então abraços e até breve pessoal.
quinta-feira, 5 de julho de 2012
O Espetacular Homem-Aranha em 3D
Como muitos sabem nunca fui muito adepto à filmes de super-heróis, tanto que dos antigos gosto bem pouco do primeiro Homem Aranha, mas como ultimamente os filmes tem tido além boas histórias que não fiquem apenas ligada aos amantes de quadrinhos, tenho visto todos os novos e gostado até que razoavelmente. Com "O Espetacular Homem-Aranha" não foi diferente, apesar de na cena pós-crédito eu ficar boiando quem seria o personagem que aparece, mas no geral o filme me agradou bastante principalmente devido à boa atuação de Andrew Garfield que na minha opinião superou Tobey Maguire com um ar mais descontraído e com mais ação que os anteriores, embora a história seja bem parecida com a do primeiro filme de Sam Raimi.
O filme conta a história de Peter Parker, estudante rejeitado por seus colegas. Abandonado por seus pais quando criança, foi criado por seu tio Ben e pela tia May. Como muitos adolescentes, Peter tenta descobrir quem ele é e como se tornou a pessoa que é hoje, ao mesmo tempo em que vive sua primeira paixão por Gwen Stacy. Tudo muda, porém, quando Peter descobre uma misteriosa maleta e começa uma jornada para entender o desaparecimento de seus pais – o que o leva à Oscorp e ao laboratório do Dr. Curt Connors, antigo sócio de seu pai. Enquanto procura por respostas, o jovem comete um erro que o coloca em rota de colisão com o alter-ego do Dr. Connors, O Lagarto. Como Homem-Aranha, Peter tem de tomar decisões que podem alterar vidas, para usar seus poderes e moldar seu destino de se tornar um herói.
Como falei, a história não aparenta muita novidade, mas também não podem falar que é a mesma história dos anteriores, colocaria como um mix dos antigos com uma boa dose de ação aliada a boas atuações, além de muitos efeitos e jogadas de câmera que contribuíram muito com os efeitos 3D para que o espectador entre na pele do personagem algumas vezes(desnecessário para a história, mas que faz valer pagar um pouco mais pelo ingresso 3D). A única coisa que achei que o diretor poderia ter usado um pouco mais, é a interação do Peter com a Gwen, já que ele fez tão bem feito o "500 Dias com Ela", mas se ele tivesse feito isso, a galera dos quadrinhos iria reclamar, então o que vi foi um filme bem cômico e gostoso de ver que o diretor junto com o bom ator conseguiu fazer agradável um reinicio para a série.
Da atuação, já enchi de elogios em cima para o Andrew Garfield, mas não tem como falar mal, em 3 anos 3 filmes bem atuados("A Rede Social", "Não Me Abandone Jamais" e agora o Aranha) e se o contrato como Homem Aranha não for tão forte, torço para que faça muitos bons filmes pois já mostrou que sabe incorporar o personagem nos filmes e faz bem sem precisar fazer caras e bocas. Emma Stone também está bem no seu papel, apesar de ter ficado bem em segundo ou terceiro plano na história do filme. Rhys Ifans e Martin Sheen também merecem um bom destaque, pois fazem seus papéis com bons textos e boas atuações. O papel de Denis Leary é um pouco dúbio, porque no começo odeia o cara mas do nada de repente fica bonzinho, mas tirando isso faz bem o seu papel. O restante dos atores praticamente não possuem falas, então nem necessita falar nada, mas não atrapalham também em nada.
Por ter muitas cenas de salto, a maior parte do filme é digital e se nota alguns pontos que consegue se notar isso, mas somente olhando muito bem para reparar, do resto os cenários que em sua maioria são locações, ficaram bem interessantes e estão no mesmo dinamismo que o filme pede. A fotografia não inovou muito com cores principalmente pelo uso dos planos serem feitos mais para a tentativa de imergir o espectador nas cenas em primeira pessoa que colocaram no filme em 3D, mas também não ficou tão escuro para estragar o visual, pelo menos não na sala 4K onde assisti, caso tenha ficado nas outras salas comentem.
Já que falei um pouco do 3D, ele funciona nas cenas que foi preparado para isso, por exemplo nas que colocam o público como personagem do filme balançando e pulando entre os prédios, e algumas poucas cenas com uma boa profundidade, mas tirando essas cenas o restante do filme é o normal 2D que estamos acostumados e dá até para ficar sem o óculos.
Um ponto bem interessante está nos efeitos sonoros do filme, a mixagem fez um bom trabalho colocando sons para tudo que se possa pensar, e aliado a isso tem boas canções e trilhas escolhidas para acompanhar o filme.
Enfim, é um re-início bacana para o filme, não algo grandioso, mas bem feitinho e deve render um bom dinheiro pra Sony nas próximas 3 semanas enquanto o seu concorrente forte do ano não chega. Li muitas críticas negativas do filme por aí, mas na minha opinião valeu o ingresso pago e acredito que o público em geral vá gostar do que verá na tela. Só um pequeno detalhe que tem 2 cenas pós créditos, uma logo no começo dos créditos e outra assim que acaba tudo, ou seja daqui a pouco vão inovar colocando mais um filme inteiro nos créditos. Fico por aqui nessa semana, e na próxima só tenho um cinecult pra ver, então até mais pessoal. Abraços.
O filme conta a história de Peter Parker, estudante rejeitado por seus colegas. Abandonado por seus pais quando criança, foi criado por seu tio Ben e pela tia May. Como muitos adolescentes, Peter tenta descobrir quem ele é e como se tornou a pessoa que é hoje, ao mesmo tempo em que vive sua primeira paixão por Gwen Stacy. Tudo muda, porém, quando Peter descobre uma misteriosa maleta e começa uma jornada para entender o desaparecimento de seus pais – o que o leva à Oscorp e ao laboratório do Dr. Curt Connors, antigo sócio de seu pai. Enquanto procura por respostas, o jovem comete um erro que o coloca em rota de colisão com o alter-ego do Dr. Connors, O Lagarto. Como Homem-Aranha, Peter tem de tomar decisões que podem alterar vidas, para usar seus poderes e moldar seu destino de se tornar um herói.
Como falei, a história não aparenta muita novidade, mas também não podem falar que é a mesma história dos anteriores, colocaria como um mix dos antigos com uma boa dose de ação aliada a boas atuações, além de muitos efeitos e jogadas de câmera que contribuíram muito com os efeitos 3D para que o espectador entre na pele do personagem algumas vezes(desnecessário para a história, mas que faz valer pagar um pouco mais pelo ingresso 3D). A única coisa que achei que o diretor poderia ter usado um pouco mais, é a interação do Peter com a Gwen, já que ele fez tão bem feito o "500 Dias com Ela", mas se ele tivesse feito isso, a galera dos quadrinhos iria reclamar, então o que vi foi um filme bem cômico e gostoso de ver que o diretor junto com o bom ator conseguiu fazer agradável um reinicio para a série.
Da atuação, já enchi de elogios em cima para o Andrew Garfield, mas não tem como falar mal, em 3 anos 3 filmes bem atuados("A Rede Social", "Não Me Abandone Jamais" e agora o Aranha) e se o contrato como Homem Aranha não for tão forte, torço para que faça muitos bons filmes pois já mostrou que sabe incorporar o personagem nos filmes e faz bem sem precisar fazer caras e bocas. Emma Stone também está bem no seu papel, apesar de ter ficado bem em segundo ou terceiro plano na história do filme. Rhys Ifans e Martin Sheen também merecem um bom destaque, pois fazem seus papéis com bons textos e boas atuações. O papel de Denis Leary é um pouco dúbio, porque no começo odeia o cara mas do nada de repente fica bonzinho, mas tirando isso faz bem o seu papel. O restante dos atores praticamente não possuem falas, então nem necessita falar nada, mas não atrapalham também em nada.
Por ter muitas cenas de salto, a maior parte do filme é digital e se nota alguns pontos que consegue se notar isso, mas somente olhando muito bem para reparar, do resto os cenários que em sua maioria são locações, ficaram bem interessantes e estão no mesmo dinamismo que o filme pede. A fotografia não inovou muito com cores principalmente pelo uso dos planos serem feitos mais para a tentativa de imergir o espectador nas cenas em primeira pessoa que colocaram no filme em 3D, mas também não ficou tão escuro para estragar o visual, pelo menos não na sala 4K onde assisti, caso tenha ficado nas outras salas comentem.
Já que falei um pouco do 3D, ele funciona nas cenas que foi preparado para isso, por exemplo nas que colocam o público como personagem do filme balançando e pulando entre os prédios, e algumas poucas cenas com uma boa profundidade, mas tirando essas cenas o restante do filme é o normal 2D que estamos acostumados e dá até para ficar sem o óculos.
Um ponto bem interessante está nos efeitos sonoros do filme, a mixagem fez um bom trabalho colocando sons para tudo que se possa pensar, e aliado a isso tem boas canções e trilhas escolhidas para acompanhar o filme.
Enfim, é um re-início bacana para o filme, não algo grandioso, mas bem feitinho e deve render um bom dinheiro pra Sony nas próximas 3 semanas enquanto o seu concorrente forte do ano não chega. Li muitas críticas negativas do filme por aí, mas na minha opinião valeu o ingresso pago e acredito que o público em geral vá gostar do que verá na tela. Só um pequeno detalhe que tem 2 cenas pós créditos, uma logo no começo dos créditos e outra assim que acaba tudo, ou seja daqui a pouco vão inovar colocando mais um filme inteiro nos créditos. Fico por aqui nessa semana, e na próxima só tenho um cinecult pra ver, então até mais pessoal. Abraços.
domingo, 1 de julho de 2012
Para Roma Com Amor
Que Woody Allen sempre faz comédias diferentes das comuns todos já sabem, mas o que vemos em "Para Roma Com Amor" é uma junção de 4 histórias distintas que não se ligam em momento algum, com diversas tomadas mal feitas onde o microfone aparece em cena chamando mais atenção do que os diálogos dos protagonistas da cena, era nítido não apenas eu vendo o microfone balançar no alto da tela, mas todos ao redor desesperados daquilo cair. O filme não chega a ser péssimo, pois diverte com as cenas absurdas que acontecem, mas poderia ser mais interessante se os personagens de cada história se ligassem entre si, e tivessem tomado mais cuidado com esse erro gritante do microfone que ocorre diversas vezes no filme. Alguns amigos me perguntaram se não foi intencional o microfone, na minha opinião não, mas se foi paciência pois como disse chamou mais atenção do que os atores.
O filme mostra um caleidoscópio de quatro histórias, numa das cidades mais encantadoras do mundo. Essas quatro histórias variam de um conhecido arquiteto americano revivendo sua juventude; um morador de Roma que de repente se vê como uma grande celebridade da cidade, um casal de jovens com encontros e desencontros românticos e um diretor de ópera que tenta fazer um agente funerário cantar.
As quatro histórias são bacanas e divertidas, embora sejam no mínimo estranhas demais, mas faltou um elo entre elas sem ser o amor em Roma, assim como acontece na maioria dos filmes italianos, que é onde o diretor tirou suas idéias para o filme, para isso leiam a minha opinião sobre "As Idades do Amor" que lembra bem esse filme e foi um dos que mais gostei do Festival Italiano. Analisando separadamente cada história, a que mais diverte é a que está inserida o próprio diretor como ator, onde ele faz um ex-diretor de ópera, e a história onde está inserido Roberto Benigni como um anônimo que passa a ser confundido como um famoso pelos paparazzi. As outras duas histórias até são engraçadas pela forma que ocorrem, mas acabam sendo um pouco forçadas e alguns momentos até confusos. Se fosse uma coletânea de curtas ou médias no caso, acho que sairia mais satisfeito da sala.
Um dos pontos fortes de Woody em todos seus filmes, é a direção de atores, e que fica notável sempre nas telas por não conter mesmo figurantes sempre alinhados e quando estão enquadrados fazendo de forma que não pareçam estarem jogados num filme. Com isso em mente todos os personagens fazem bem seus papéis, como são 4 histórias diferentes, seriam muitos atores para citar o que fez de bom, mas vou destacar Roberto Benigni que faz seu papel de forma genial, parecendo realmente como uma pessoa que os paparazzi pegam pra Cristo do momento e o próprio Woody Allen que se auto caracteriza como um diretor de ópera que faz tudo diferenciado e os críticos que atirarem pedras negativas não servirão de base alguma. Jesse Eisenberg também foi domado pelo diretor e está mais suave sem sua afobação comum vistas em outros filmes, embora sua trama seja a mais confusa, sua atuação está legal.
Uma coisa que também senti falta foi o que Woody fez em "Meia Noite em Paris", que é seu costume de valorizar a cidade onde filma mostrando diversos pontos turísticos, ficando apenas o começo do filme e depois tendo alguns trechos apenas. A equipe de arte não foi usada como deveria, ficando sempre planos mais fechados, e com isso por serem cenas na sua maioria externas, o famoso erro do microfone aparecendo por ter chego perto demais dos protagonistas. A fotografia também está bem simples sem nada que faça o filme ser lembrado mais para frente.
Enfim, é um filme que faz rir, mas como disse se fosse uma coletânea de curtas ou tivesse as histórias ligadas entre si, com certeza agradaria bem mais. Porém como o filme já teve esse problema de ser muito solto, aliado ao microfone roubando a cena mais que os protagonistas, o filme se torna um pouco irritante e nas cenas finais ao aparecer o microfone já dá vontade de abandonar a sala. Woody Allen não merecia e nem merece ser lembrado por esse filme, e espero que logo venha algum novo bem melhor. A minha recomendação caso você seja fã do diretor, é que ou não veja o filme ou tente o máximo não olhar para o microfone. Fico por aqui, mas essa semana ainda tem mais filmes aqui no blog, então abraços e até mais pessoal.
O filme mostra um caleidoscópio de quatro histórias, numa das cidades mais encantadoras do mundo. Essas quatro histórias variam de um conhecido arquiteto americano revivendo sua juventude; um morador de Roma que de repente se vê como uma grande celebridade da cidade, um casal de jovens com encontros e desencontros românticos e um diretor de ópera que tenta fazer um agente funerário cantar.
As quatro histórias são bacanas e divertidas, embora sejam no mínimo estranhas demais, mas faltou um elo entre elas sem ser o amor em Roma, assim como acontece na maioria dos filmes italianos, que é onde o diretor tirou suas idéias para o filme, para isso leiam a minha opinião sobre "As Idades do Amor" que lembra bem esse filme e foi um dos que mais gostei do Festival Italiano. Analisando separadamente cada história, a que mais diverte é a que está inserida o próprio diretor como ator, onde ele faz um ex-diretor de ópera, e a história onde está inserido Roberto Benigni como um anônimo que passa a ser confundido como um famoso pelos paparazzi. As outras duas histórias até são engraçadas pela forma que ocorrem, mas acabam sendo um pouco forçadas e alguns momentos até confusos. Se fosse uma coletânea de curtas ou médias no caso, acho que sairia mais satisfeito da sala.
Um dos pontos fortes de Woody em todos seus filmes, é a direção de atores, e que fica notável sempre nas telas por não conter mesmo figurantes sempre alinhados e quando estão enquadrados fazendo de forma que não pareçam estarem jogados num filme. Com isso em mente todos os personagens fazem bem seus papéis, como são 4 histórias diferentes, seriam muitos atores para citar o que fez de bom, mas vou destacar Roberto Benigni que faz seu papel de forma genial, parecendo realmente como uma pessoa que os paparazzi pegam pra Cristo do momento e o próprio Woody Allen que se auto caracteriza como um diretor de ópera que faz tudo diferenciado e os críticos que atirarem pedras negativas não servirão de base alguma. Jesse Eisenberg também foi domado pelo diretor e está mais suave sem sua afobação comum vistas em outros filmes, embora sua trama seja a mais confusa, sua atuação está legal.
Uma coisa que também senti falta foi o que Woody fez em "Meia Noite em Paris", que é seu costume de valorizar a cidade onde filma mostrando diversos pontos turísticos, ficando apenas o começo do filme e depois tendo alguns trechos apenas. A equipe de arte não foi usada como deveria, ficando sempre planos mais fechados, e com isso por serem cenas na sua maioria externas, o famoso erro do microfone aparecendo por ter chego perto demais dos protagonistas. A fotografia também está bem simples sem nada que faça o filme ser lembrado mais para frente.
Enfim, é um filme que faz rir, mas como disse se fosse uma coletânea de curtas ou tivesse as histórias ligadas entre si, com certeza agradaria bem mais. Porém como o filme já teve esse problema de ser muito solto, aliado ao microfone roubando a cena mais que os protagonistas, o filme se torna um pouco irritante e nas cenas finais ao aparecer o microfone já dá vontade de abandonar a sala. Woody Allen não merecia e nem merece ser lembrado por esse filme, e espero que logo venha algum novo bem melhor. A minha recomendação caso você seja fã do diretor, é que ou não veja o filme ou tente o máximo não olhar para o microfone. Fico por aqui, mas essa semana ainda tem mais filmes aqui no blog, então abraços e até mais pessoal.
sábado, 30 de junho de 2012
A Era do Gelo 4 em 3D
É engraçado como um filme ou animação é concebido! O roteirista ou diretor tem a idéia e faz um filme tão bom que vai crescendo o projeto e quando para pra ver já está na sua 4ª edição e com fôlego para ter muitos mais sempre agradando de uma forma leve as crianças com personagens sempre novos e divertidos, e claro colocando boas histórias de fundo para agradar os pais que vão ao cinema levar seus filhos. Com essa façanha na ponta da caneta, "A Era do Gelo 4" deve iniciar o primeiro final de semana de férias das crianças brasileiras entupindo os cofres da Fox com um filme que vale a pena ser visto e ficaremos aguardando o quinto para daqui 3 anos como vem sendo o período de concepção de cada um.
O filme mostra que a louca perseguição de Scrat sempre à caça de sua noz inquieta, perseguição à qual ele tem se dedicado desde os primórdios dos tempos, tem consequências que mudam o mundo e causam um cataclismo continental que leva Manny, Diego e Sid a viverem a maior aventura de todos os tempos. Nessa maré de mudanças, Sid acaba reencontrando sua Avó turrona, e o bando ainda tem de lidar com uma horda de piratas decididos a impedi-los de voltar para casa.
O mais bacana do novo roteiro, é sua condução explicativa para como foram formados os continentes, alguns monumentos mundiais e até como se dá o desaparecimento de Atlântida tudo de uma forma divertida e dando boas lições de moral para a garotada que assistir como todo boa animação para crianças deve ter. O visual trabalhado do filme não chega nem perto do terceiro filme, mas está bem caprichado também, acredito que por ter ficado mais em tons de azul voltando a origem de gelo e mar não salte tanto os olhos como foi visto nas diversas cores do anterior.
A dublagem está novamente bem bacana e sempre com boas piadas, algumas abrasileiradas como de costume, agradam em cheio. Os novos personagens têm um bom tempo de tela e dá até pra crer que fiquem guardados para os próximos filmes, diferentemente do personagem Buck do terceiro filme que apenas faz uma pequena ponta no novo filme e some rapidamente. Claro que dos novos o mais bacana e divertido é a vó de Sid que consegue chamar bem a atenção pra si nos momentos que está na tela. Amora também está bonitinha agora crescida, mas acabou sumindo um pouco não ficando tanto com o foco para si, apenas servindo nos momentos em que são necessários colocar as lições de moral incluídas no filme.
No quesito 3D, esqueceram de ligar praticamente o filme todo, tendo uma ou outra profundidade, vindo a ficar realmente de forma que se veja a criançada querendo pegar os bichinhos somente na cena final onde os personagens estão dançando a música do filme, pois antes na minha opinião o filme pode ser visto em salas normais sem perder nem um pingo da graça que o filme tem e ainda por cima economizar um dinheiro.
A parte sonora, assim como todos os anteriores, é bem usada de forma agradável sem precisar estar presente em todos os momentos, e a música "We are Family" por Nicki Minaj, Drake, Jennifer Lopez, Queen Latifah e Keke Palmer, com toda certeza ficará na sua cabeça cantando um bom tempo depois de sair da sala de cinema.
Enfim, é uma boa animação para levar a criançada nessas férias e se divertir junto, ainda está longe de ser um filmaço como foi o primeiro, mas ainda diverte bastante e deve ainda render muitos outros pela frente. Recomendo como disse ver em 2D pois não faz tanta diferença. Ah, e tem um bom curtinha dos Simpsons antes do filme, que vale a pena. Fico por aqui hoje, mas essa semana ainda tem mais alguns por aqui, então abraços e até breve pessoal.
O filme mostra que a louca perseguição de Scrat sempre à caça de sua noz inquieta, perseguição à qual ele tem se dedicado desde os primórdios dos tempos, tem consequências que mudam o mundo e causam um cataclismo continental que leva Manny, Diego e Sid a viverem a maior aventura de todos os tempos. Nessa maré de mudanças, Sid acaba reencontrando sua Avó turrona, e o bando ainda tem de lidar com uma horda de piratas decididos a impedi-los de voltar para casa.
O mais bacana do novo roteiro, é sua condução explicativa para como foram formados os continentes, alguns monumentos mundiais e até como se dá o desaparecimento de Atlântida tudo de uma forma divertida e dando boas lições de moral para a garotada que assistir como todo boa animação para crianças deve ter. O visual trabalhado do filme não chega nem perto do terceiro filme, mas está bem caprichado também, acredito que por ter ficado mais em tons de azul voltando a origem de gelo e mar não salte tanto os olhos como foi visto nas diversas cores do anterior.
A dublagem está novamente bem bacana e sempre com boas piadas, algumas abrasileiradas como de costume, agradam em cheio. Os novos personagens têm um bom tempo de tela e dá até pra crer que fiquem guardados para os próximos filmes, diferentemente do personagem Buck do terceiro filme que apenas faz uma pequena ponta no novo filme e some rapidamente. Claro que dos novos o mais bacana e divertido é a vó de Sid que consegue chamar bem a atenção pra si nos momentos que está na tela. Amora também está bonitinha agora crescida, mas acabou sumindo um pouco não ficando tanto com o foco para si, apenas servindo nos momentos em que são necessários colocar as lições de moral incluídas no filme.
No quesito 3D, esqueceram de ligar praticamente o filme todo, tendo uma ou outra profundidade, vindo a ficar realmente de forma que se veja a criançada querendo pegar os bichinhos somente na cena final onde os personagens estão dançando a música do filme, pois antes na minha opinião o filme pode ser visto em salas normais sem perder nem um pingo da graça que o filme tem e ainda por cima economizar um dinheiro.
A parte sonora, assim como todos os anteriores, é bem usada de forma agradável sem precisar estar presente em todos os momentos, e a música "We are Family" por Nicki Minaj, Drake, Jennifer Lopez, Queen Latifah e Keke Palmer, com toda certeza ficará na sua cabeça cantando um bom tempo depois de sair da sala de cinema.
Enfim, é uma boa animação para levar a criançada nessas férias e se divertir junto, ainda está longe de ser um filmaço como foi o primeiro, mas ainda diverte bastante e deve ainda render muitos outros pela frente. Recomendo como disse ver em 2D pois não faz tanta diferença. Ah, e tem um bom curtinha dos Simpsons antes do filme, que vale a pena. Fico por aqui hoje, mas essa semana ainda tem mais alguns por aqui, então abraços e até breve pessoal.
sábado, 23 de junho de 2012
E aí... Comeu?
Quando vi o trailer de "E aí... Comeu?", já percebi que não iria ser algo bom, isso eu comprovei, mas ser totalmente ruim, seria falar mal à toa, pois até que ri em algumas cenas nesse filme que assim como todos os outros do Bruno Mazzeo caberiam muito mais como esquetes cômicas na TV do que como um longa propriamente dito, ainda mais o formato desse novo que se passa praticamente sempre numa mesa de bar e saindo para determinadas cenas fora.
O filme nos mostra que Fernando, Honório e Fonsinho são três amigos de infância que, diante da "nova mulher", tentam entender o papel do homem no mundo atual. Fernando é um arquiteto talentoso que acaba de ser deixado por Vitória. Ainda tentando entender os motivos da separação, conhece a linda adolescente Gabi, inteligente, bem resolvida e madura. Honório, jornalista, é o machão à moda antiga. Casado com a bela e independente Leila, ele suspeita que está sendo traído. Fonsinho é um escritor conquistador de mulheres. Solteiro convicto, nunca se casou e nunca conseguiu terminar um livro. Sua maior crítica é a garota de programa Alana, por quem ele acaba se apaixonando. Reunidos no Bar Harmonia, eles tentam resolver seus dilemas.
Como falei acima, o roteiro do longa, que é baseado em uma peça de teatro, caberia mais como uma esquete cômica na TV, algo do tipo semanal ou até mesmo uma micro-série, pois para o cinema acaba parecendo uma novela curta, faltando um começo, jogada num cinema qualquer. Não digo que não tenha me divertido com as piadas, mas muito longe de ser um filme com conteúdo para passar algo. A direção de Felipe Joffily evoluiu muito pouco do seu anterior "Muita Calma Nessa Hora" e continuamos vendo paisagens(cenas da cidade) mais do que diálogos para ficar passando de uma cena para outra no melhor estilo das novelas da Globo.
As atuações também são estilo novela, com os protagonistas sempre conversando em primeiro plano e alguns figurantes fazendo algo atrás fingindo estar conversando como nada tivesse acontecendo. Os protagonistas usam muito o palavreado de boteco, o que deve aproximar mais os espectadores que forem assistir. Em quesito de atores, Bruno Mazzeo e Marcos Palmeira até fazem bem seu papel, mas as cenas mais divertidas estão nas cenas em que Emílio Orciollo Neto atua e nas mulheres da trama, que mesmo tendo poucas falas, fazem bem a atuação.
Com uma cenografia, tirando o bar que está sempre presente em todos os momentos, até na improvável cena final, os demais lugares são reais do Rio de Janeiro quase que inteiro, mostrando várias cenários que já vimos em diversos filmes e novelas brasileiras, sempre tendo diversas transições para passadas de uma cena para a outra. A fotografia também ficou no tradicional sem mostrar nenhuma coisa que quisessem destacar.
Com uma trilha tradicional de barzinho, o filme fica na toada não muito veloz sempre parando para uma passagem e outra, ficando com falas, cena, entra trilha, sem mudanças. E uma música tema que fica sempre começando ao fundo e voltando diversas vezes.
Enfim, não vou afirmar que vale a pena ser visto na TV daqui a algum tempo, pois tendo a Globo como apoio, com certeza irá impregnar. No cinema não recomendo ver, mesmo com a imposição de ocupar praticamente todas as salas dos cinemas da regiãomas deve dar uma boa renda pela propaganda feita. Como disse não é ruim, mas está muito longe de ser bom. Fico por aqui nessa semana de poucas estréias, voltando na próxima semana, então abraços e até sexta que vem.
O filme nos mostra que Fernando, Honório e Fonsinho são três amigos de infância que, diante da "nova mulher", tentam entender o papel do homem no mundo atual. Fernando é um arquiteto talentoso que acaba de ser deixado por Vitória. Ainda tentando entender os motivos da separação, conhece a linda adolescente Gabi, inteligente, bem resolvida e madura. Honório, jornalista, é o machão à moda antiga. Casado com a bela e independente Leila, ele suspeita que está sendo traído. Fonsinho é um escritor conquistador de mulheres. Solteiro convicto, nunca se casou e nunca conseguiu terminar um livro. Sua maior crítica é a garota de programa Alana, por quem ele acaba se apaixonando. Reunidos no Bar Harmonia, eles tentam resolver seus dilemas.
Como falei acima, o roteiro do longa, que é baseado em uma peça de teatro, caberia mais como uma esquete cômica na TV, algo do tipo semanal ou até mesmo uma micro-série, pois para o cinema acaba parecendo uma novela curta, faltando um começo, jogada num cinema qualquer. Não digo que não tenha me divertido com as piadas, mas muito longe de ser um filme com conteúdo para passar algo. A direção de Felipe Joffily evoluiu muito pouco do seu anterior "Muita Calma Nessa Hora" e continuamos vendo paisagens(cenas da cidade) mais do que diálogos para ficar passando de uma cena para outra no melhor estilo das novelas da Globo.
As atuações também são estilo novela, com os protagonistas sempre conversando em primeiro plano e alguns figurantes fazendo algo atrás fingindo estar conversando como nada tivesse acontecendo. Os protagonistas usam muito o palavreado de boteco, o que deve aproximar mais os espectadores que forem assistir. Em quesito de atores, Bruno Mazzeo e Marcos Palmeira até fazem bem seu papel, mas as cenas mais divertidas estão nas cenas em que Emílio Orciollo Neto atua e nas mulheres da trama, que mesmo tendo poucas falas, fazem bem a atuação.
Com uma cenografia, tirando o bar que está sempre presente em todos os momentos, até na improvável cena final, os demais lugares são reais do Rio de Janeiro quase que inteiro, mostrando várias cenários que já vimos em diversos filmes e novelas brasileiras, sempre tendo diversas transições para passadas de uma cena para a outra. A fotografia também ficou no tradicional sem mostrar nenhuma coisa que quisessem destacar.
Com uma trilha tradicional de barzinho, o filme fica na toada não muito veloz sempre parando para uma passagem e outra, ficando com falas, cena, entra trilha, sem mudanças. E uma música tema que fica sempre começando ao fundo e voltando diversas vezes.
Enfim, não vou afirmar que vale a pena ser visto na TV daqui a algum tempo, pois tendo a Globo como apoio, com certeza irá impregnar. No cinema não recomendo ver, mesmo com a imposição de ocupar praticamente todas as salas dos cinemas da regiãomas deve dar uma boa renda pela propaganda feita. Como disse não é ruim, mas está muito longe de ser bom. Fico por aqui nessa semana de poucas estréias, voltando na próxima semana, então abraços e até sexta que vem.
Sombras da Noite
Utilizar humor negro num filme nem sempre pode render o que se espera, mas num filme da dupla Tim Burton e Johnny Depp sempre se espera demais. "Sombras da Noite" vem sendo malhado constantemente pelos críticos em geral, tanto que lá fora foi péssimo de bilheteria, mas para variar não contra a maioria, pois gostei muito do filme que faz uma boa referência aos anos 70 de uma forma irreverente mas sem precisar ficar enaltecendo ou deteriorando algo. Com personagens caricatos, o filme só não é melhor por ter alguns elementos desnecessários principalmente nas cenas finais, mas tirando isso é bem bacana de assistir e garante uma diversão sem precisar ser forçada.
O filme nos mostra que no ano de 1752, o casal Joshua e Naomi Collins e seu jovem filho Barnabas deixam Liverpool, na Inglaterra, para começar vida nova na América. Mas, mesmo com um oceano de distância, isso não foi suficiente para escapar de uma maldição que atormenta a família. Duas décadas depois, Barnabas Collins é um rico, poderoso e inveterado playboy, que reina absoluto na cidade de Collinsport, no Maine, até magoar o coração de Angelique Bouchard, uma bruxa que o transforma em vampiro e o enterra vivo. Dois séculos se passam e Barnabas é libertado de seu túmulo para encontrar seu patrimônio e remanescentes de sua família em ruínas.
O interessante do roteiro, que é baseado numa série dos anos 70, é a não necessidade(como disse no começo, tirando as cenas finais) de usar elementos ou gags forçadas para fazer o público rir, as cenas já contém o humor negro que veio do roteiro incrustado nos próprios personagens e nas suas falas, então diferente de um filme onde se precisa ficar fazendo piruetas e bizarrices para que o público ria, nesse caso todos saem da sala satisfeitos e felizes de não terem sido forçados a rir, além claro das provocações que faz usando elementos conhecidos da maioria, destacando a cena em que Barnabas acorda e vê o grande M. Muitos já devem ter lido que o filme pode parecer uma mistura de "Noiva Cadáver" com "Os Fantasmas se Divertem" também de Tim Burton, e até lembram em algum momento, mas na minha opinião como são dois bons filmes do diretor os elementos que ele usa de ambos filmes foram bem colocados, tanto que coloco esse novo filme como um bom retorno dele ao seus bons filmes.
As atuações agradam no geral, mas alguns personagens por serem secundários acabam nem se desenvolvendo para que pudessem dar mais ao filme, acredito que na série original que teve quase 600 capítulos todos tiveram algum motivo para o que fazem em cena no filme apenas. Mas analisando os atores todos que tiveram a oportunidade de demonstrar sua interpretação, a fizeram de forma interessante. Os destaques mesmo ficam para os principais, Johnny Depp e Eva Green que fazem de sua briga amorosa um verdadeiro inferno, destruindo o que tiver na frente. Não tendo tanto destaque mas parecendo uma vampira real, está Michelle Pfeiffer pois com seus aos 54 anos continua linda frente às câmeras.
A cenografia sombria é um ponto forte do filme, e deve ter dado um trabalho imenso da direção de arte, principalmente por precisar colocar elementos da década de 70 que foi uma época colorida sem quebrar o tom escuro sempre optado da fotografia dos filmes de Burton. Um único contraponto exageradamente usado e que já estava até me irritando é o mar batendo nas pedras a todo momento para dar ligação as cenas sem necessitar uma continuidade, na minha opinião esse elemento não funcionou como deveria, e sim acaba atrapalhando um pouco do filme.
Agora o ponto que mais acertou no filme foram as escolhas musicais da década de 70, pois pegaram as melhores músicas da época para incluir no longa, fazendo com que todos que tenham ouvido qualquer coisa boa desses anos se remeta ao ouvir cada música colocada. A inclusão de Alice Cooper cantando duas boas músicas suas dos anos 70 também caiu muito bem, mas a segunda fazendo a ligação com o personagem da garotinha com a letra original da música foi um arraso. Claro que não fica apenas em músicas cantadas, tendo também boas sonoplastias para acompanhar cada momento sombrio ou divertido do longa, destacando a cena de Barnabas no órgão.
Enfim, é um filme que vale muito a pena ser conferido, pois como disse diverte sem forçar, é garantido que não vai sair com dor no maxilar de gargalhar, mas saíra feliz com tudo que será mostrado. Por isso não vá ao cinema esperando uma comédia escrachada mas sim uma comédia inteligente com a pitada Burton-Depp vem mostrando há tempos. Fico por aqui, mas hoje ainda tem mais uma estréia da semana, então abraços até daqui a pouco.
O filme nos mostra que no ano de 1752, o casal Joshua e Naomi Collins e seu jovem filho Barnabas deixam Liverpool, na Inglaterra, para começar vida nova na América. Mas, mesmo com um oceano de distância, isso não foi suficiente para escapar de uma maldição que atormenta a família. Duas décadas depois, Barnabas Collins é um rico, poderoso e inveterado playboy, que reina absoluto na cidade de Collinsport, no Maine, até magoar o coração de Angelique Bouchard, uma bruxa que o transforma em vampiro e o enterra vivo. Dois séculos se passam e Barnabas é libertado de seu túmulo para encontrar seu patrimônio e remanescentes de sua família em ruínas.
O interessante do roteiro, que é baseado numa série dos anos 70, é a não necessidade(como disse no começo, tirando as cenas finais) de usar elementos ou gags forçadas para fazer o público rir, as cenas já contém o humor negro que veio do roteiro incrustado nos próprios personagens e nas suas falas, então diferente de um filme onde se precisa ficar fazendo piruetas e bizarrices para que o público ria, nesse caso todos saem da sala satisfeitos e felizes de não terem sido forçados a rir, além claro das provocações que faz usando elementos conhecidos da maioria, destacando a cena em que Barnabas acorda e vê o grande M. Muitos já devem ter lido que o filme pode parecer uma mistura de "Noiva Cadáver" com "Os Fantasmas se Divertem" também de Tim Burton, e até lembram em algum momento, mas na minha opinião como são dois bons filmes do diretor os elementos que ele usa de ambos filmes foram bem colocados, tanto que coloco esse novo filme como um bom retorno dele ao seus bons filmes.
As atuações agradam no geral, mas alguns personagens por serem secundários acabam nem se desenvolvendo para que pudessem dar mais ao filme, acredito que na série original que teve quase 600 capítulos todos tiveram algum motivo para o que fazem em cena no filme apenas. Mas analisando os atores todos que tiveram a oportunidade de demonstrar sua interpretação, a fizeram de forma interessante. Os destaques mesmo ficam para os principais, Johnny Depp e Eva Green que fazem de sua briga amorosa um verdadeiro inferno, destruindo o que tiver na frente. Não tendo tanto destaque mas parecendo uma vampira real, está Michelle Pfeiffer pois com seus aos 54 anos continua linda frente às câmeras.
A cenografia sombria é um ponto forte do filme, e deve ter dado um trabalho imenso da direção de arte, principalmente por precisar colocar elementos da década de 70 que foi uma época colorida sem quebrar o tom escuro sempre optado da fotografia dos filmes de Burton. Um único contraponto exageradamente usado e que já estava até me irritando é o mar batendo nas pedras a todo momento para dar ligação as cenas sem necessitar uma continuidade, na minha opinião esse elemento não funcionou como deveria, e sim acaba atrapalhando um pouco do filme.
Agora o ponto que mais acertou no filme foram as escolhas musicais da década de 70, pois pegaram as melhores músicas da época para incluir no longa, fazendo com que todos que tenham ouvido qualquer coisa boa desses anos se remeta ao ouvir cada música colocada. A inclusão de Alice Cooper cantando duas boas músicas suas dos anos 70 também caiu muito bem, mas a segunda fazendo a ligação com o personagem da garotinha com a letra original da música foi um arraso. Claro que não fica apenas em músicas cantadas, tendo também boas sonoplastias para acompanhar cada momento sombrio ou divertido do longa, destacando a cena de Barnabas no órgão.
Enfim, é um filme que vale muito a pena ser conferido, pois como disse diverte sem forçar, é garantido que não vai sair com dor no maxilar de gargalhar, mas saíra feliz com tudo que será mostrado. Por isso não vá ao cinema esperando uma comédia escrachada mas sim uma comédia inteligente com a pitada Burton-Depp vem mostrando há tempos. Fico por aqui, mas hoje ainda tem mais uma estréia da semana, então abraços até daqui a pouco.
terça-feira, 19 de junho de 2012
Albert Nobbs
Quem é vivo sempre aparece, esse provérbio também pode ser usado com filmes que caem nas mãos de algumas distribuidoras no Brasil, e cá quase 4 meses depois do Oscar pude conferir claro no cinema e não de forma pirateada, a qual a maioria das distribuidoras anda preferindo, o filme "Albert Nobbs" e ver que Glenn Close só pode ser reconhecida pelo seu talento com sua atuação no filme, pois está irreconhecível na pele de Albert e com uma direção de arte impecável o filme consegue eximir exatamente o que está no poster: "O sonho de uma mulher no corpo de um homem", e fazem isso de forma bem singela que é o melhor de tudo.
O filme nos mostra que na Irlanda, do século XIX, Albert Nobbs trabalha como mordomo e esconde um segredo: é, na verdade, uma mulher. Durante 30 anos ela vestiu roupas masculinas e se fez passar por um homem, para poder se manter e concretizar o sonho de ser a dona de uma tabacaria.
É engraçado que ao mesmo tempo que o roteiro é simples e singelo, a forma de tratamento dada ao filme é bem elaborada e construída com minúcias dignas de um filme de época que é. É possível enxergar cada detalhe pensado no filme em cada plano do diretor colombiano Rodrigo García, e embora seja um filme linear o filme revela um final teoricamente inesperado, o que deixa ele mais interessante ainda.
Nas atuações, todos os personagens tem um tempo de tela interessante e todos fazem bem seus papéis, mas os destaques mesmo são para os personagens de Glenn Close que no começo, por saber que era ela enxergava o personagem mesmo como sendo uma mulher, mas mais para o fim do filme já acabamos considerando ela um homem nato bem educado de tal forma que não conseguimos mais vê-la como uma mulher. E também o personagem de Janet McTeer, outra que faz um personagem "masculino" que mostra sentimento em sua atuação de forma muito boa. Os demais como disse fazem bem, mas sem merecer destaque.
O estilo de filmes de época é algo abismante de se ver como conseguem retratar bem, principalmente no quesito direção de arte, é cada elemento colocado em cena, que você vendo consegue imaginar toda a época em que o filme se passa, apenas analisando os detalhes, e com isso o ganho no filme é imenso, pois tudo mostra a forma que era rígido as regras familiares sem precisar ficar explicando nada. A tonalidade da fotografia mais puxada para o amarelo está ficando comum já em filmes de época, mas mesmo sendo já um cliché consegue deixar um charme. Um ponto também que chama a atenção é a maquiagem usada por Glenn que se possível vale uma conferida na transformação dela em vídeos pelo Youtube.
Enfim, poderia falar muita coisa sobre o filme, mas estragaria pontos interessantes de virada contando os detalhes, por isso recomendo que assistam nas suas casas claro, pois no cinema nem deve passar mais já que o lançamento em DVD e blu-ray já foi feito e devem ter para locar na sua locadora mais próxima, ou caso esteja passando em algum Cinecult perto de você também vale a pena ver no cinema. É um filme que mostra mais que um drama particular de um personagem, mostra um rigor que era feito em alguns países, e hoje ainda mantém em alguns. É isso, fico por aqui, encerrando essa semana, mas na sexta já tem mais estréias, então abraços e até lá.
O filme nos mostra que na Irlanda, do século XIX, Albert Nobbs trabalha como mordomo e esconde um segredo: é, na verdade, uma mulher. Durante 30 anos ela vestiu roupas masculinas e se fez passar por um homem, para poder se manter e concretizar o sonho de ser a dona de uma tabacaria.
É engraçado que ao mesmo tempo que o roteiro é simples e singelo, a forma de tratamento dada ao filme é bem elaborada e construída com minúcias dignas de um filme de época que é. É possível enxergar cada detalhe pensado no filme em cada plano do diretor colombiano Rodrigo García, e embora seja um filme linear o filme revela um final teoricamente inesperado, o que deixa ele mais interessante ainda.
Nas atuações, todos os personagens tem um tempo de tela interessante e todos fazem bem seus papéis, mas os destaques mesmo são para os personagens de Glenn Close que no começo, por saber que era ela enxergava o personagem mesmo como sendo uma mulher, mas mais para o fim do filme já acabamos considerando ela um homem nato bem educado de tal forma que não conseguimos mais vê-la como uma mulher. E também o personagem de Janet McTeer, outra que faz um personagem "masculino" que mostra sentimento em sua atuação de forma muito boa. Os demais como disse fazem bem, mas sem merecer destaque.
O estilo de filmes de época é algo abismante de se ver como conseguem retratar bem, principalmente no quesito direção de arte, é cada elemento colocado em cena, que você vendo consegue imaginar toda a época em que o filme se passa, apenas analisando os detalhes, e com isso o ganho no filme é imenso, pois tudo mostra a forma que era rígido as regras familiares sem precisar ficar explicando nada. A tonalidade da fotografia mais puxada para o amarelo está ficando comum já em filmes de época, mas mesmo sendo já um cliché consegue deixar um charme. Um ponto também que chama a atenção é a maquiagem usada por Glenn que se possível vale uma conferida na transformação dela em vídeos pelo Youtube.
Enfim, poderia falar muita coisa sobre o filme, mas estragaria pontos interessantes de virada contando os detalhes, por isso recomendo que assistam nas suas casas claro, pois no cinema nem deve passar mais já que o lançamento em DVD e blu-ray já foi feito e devem ter para locar na sua locadora mais próxima, ou caso esteja passando em algum Cinecult perto de você também vale a pena ver no cinema. É um filme que mostra mais que um drama particular de um personagem, mostra um rigor que era feito em alguns países, e hoje ainda mantém em alguns. É isso, fico por aqui, encerrando essa semana, mas na sexta já tem mais estréias, então abraços e até lá.
domingo, 17 de junho de 2012
Para Sempre
Alguns romances literários são transportados para a tela do cinema de forma tão superficial que acabam nem agradando os leitores do livro que são baseados e nem os espectadores normais de filmes, mas “Para Sempre” consegue fazer uma linha de filme diferenciada que poderia ser enxergado apenas como um filme, pois a preocupação com elementos literários não foi empregada e com isso acabou agradando pelo menos as pessoas que estavam assistindo ele como filme na sala em que estive, porém deixo os comentários abertos para quem tenha lido o livro para incrementar se foi bem transpassado para a tela.
Com uma história praticamente linear, tendo apenas alguns momentos de volta para mostrar como o casal se conheceu, mas teoricamente nem seria necessário e poderia ter caminhado de forma normal sem esse pedaço, o filme nos conduz de forma a ver que o cérebro é um órgão extremamente complexo, tanto que ainda não se consegue fazer com que pessoas que tenham perca de memória recuperem algo ou então estudar o complexo todo que ele possui, com esse enfoque o roteiro fica fiel em não fantasiar o espectador, o que bem poderia acontecer como já vimos em diversos filmes, mas caso fale muito mais entregaria o filme todo aqui no texto, então apenas analisando essa complexidade do cérebro, o filme se transparece como visto na sinopse e no trailer a partir da perca completa de um determinado período da vida de Paige com um acidente e a partir daí a história rola. O que é interessante destacar no roteiro e na direção é a forma de condução alinhada muitas vezes na opinião de Leo em vez de o foco ficar em Paige, como seria costumeiramente, e essa opção do diretor, ou do escritor(afinal não li o livro pra dizer de quem é), é bem inversa a maioria dos filmes que tentaria mostrar ela tentando lembrar de tudo para o bem maior.
No quesito atuação, Channing Tatum está com tudo em Hollywood, e deve impregnar as telas por um bom tempo, ando gostando do que vem demonstrando em tela, sendo um bom nome pra começar a se pensar em bons papéis para ser colocado, pois leva um bom público feminino para as salas e também tem uma boa expressão, aqui fez bem o papel de uma forma tranquila, sem precisar apelar da força de expressão, apenas parecendo uma pessoa comum. Rachel McAdams sempre foi uma atriz bem versátil, tanto no quesito interpretação quanto no quesito visual(somente nesse filme faz 3 cortes de cabelo diferentes) e nesse filme conseguiu transparecer bem o papel de não se lembrar de nada, fazendo uma bela interpretação, um destaque na cena que estão comendo chocolates, que provavelmente foi uma cena errada e ficou tão natural que foi colocada no filme. Os demais atores nem praticamente merecem destaque, pois todos são coadjuvantes com poucas falas, apenas para ligar alguma cena e sendo assim, qualquer ator poderia fazer sem aparecer nem chamar mais atenção que os próprios protagonistas.
A cenografia embora seja bem simples usando poucas locações, tem todo um charme com o uso da neve, como sempre falo cai bem para qualquer filme romântico, e a iluminação empregada faz sempre sombras agradáveis de se ver enaltecendo os elementos de cena necessários para cada momento. A fotografia fez bem em escolher um tom de cor mais claro, evitando que o filme se caísse para o lado mais dramático, deixando o filme leve e agradável, sempre optando por câmeras com movimentos sutis de travelings ou mesmo cenas calmas com a câmera parada.
Diferente do que vem acontecendo nos filmes românticos, esse longa não ficou tão preso à trilha sonora, preferindo utilizar-se do clima sonoro mesmo com alguns toques apenas para confrontar, mas nunca pesando para o lado dramático e sim sempre suavizando para tons baixos.
Enfim, é um filme gostoso de se assistir, nada muito para se falar que foi o melhor romance que já vi, mas muito longe de ser os milhões de filmes encomendados de livros que ultimamente vem aparecendo nas telas. Tem um final coerente, que mesmo com leves pitadas de açúcar não fica meloso suficiente para estragar. Eu diria que no geral agrada, e deve ser daqueles filmes que vão passar muitas vezes na TV, onde os namorados não precisam ficar preocupados de ir com suas namoradas, pois elas não irão lavar o cinema nem ficar se lamuriando então recomendo ver. É uma pena apenas que a Sony optou por poucas cópias no Brasil, era pra ser o grande nome na semana dos namorados, ou seja assim como eu consegui ver apenas em outra cidade, quem sabe apareça na sua também em breve, para que todos consigam assistir. Fico por aqui, mas essa semana ainda tem mais um para fechar. Abraços e até mais.
domingo, 10 de junho de 2012
Sete Dias Com Marilyn
Alguns filmes quando achamos que não irão mais estrear em nossa cidade, aparecem repentinamente. "Sete Dias Com Marilyn" é um desses casos, pois o filme que teve Michelle Williams concorrendo pelo Oscar, só pude conferir agora nos cinemas e confirmar que ela realmente mereceu a indicação, não tendo como negar sua excelente interpretação. Quanto do filme, nem poderia considerar ele como um drama como as páginas dos cinemas estão colocando junto da sinopse, pois é tão adocicado a forma de condução do longa que o drama de arrasar o coração do pobre terceiro assistente de direção e seu problema de alto ego é quase insignificante.
O filme mostra que a musa Marilyn Monroe está em Londres pela primeira vez para filmar "O Príncipe Encantado". Colin Clark, o jovem assistente do prestigiado cineasta e ator Laurence Olivier, sonha apenas em se tornar um diretor de cinema, mas logo viverá um romance com a mulher mais sexy do mundo. O que começa como uma aventura amorosa mudará a vida do ainda inocente Colin e revelará uma das várias facetas de um dos maiores mitos do século XX.
O roteiro em si não tem nada de muito especial, pois foi baseado no próprio livro de Colin Clark que relata os dias que passou com Marilyn, se são verdadeiros não temos como comprovar, mas agradam na doçura que conta dos fatos, algo que poderia ter sido pior por ter sido sua primeira decepção amorosa não correspondida. Nele temos Marilyn como, ele mesmo diz em uma parte do filme, uma deusa para ser admirada e a impressão que o diretor quis passar no filme também é bem essa.
Filmes britânicos em sua maioria são exemplos de boas atuações e com este não seria diferente. Temos Michelle Williams impecável e com uma construção de personagem que aliada a maquiagem e figurino haverá pessoas que falem que a própria Marilyn atuou no filme. Kenneth Branagh tem um acento na voz que em sua atuação chega a beirar todo o nervosismo que passa para o personagem de Michelle, chega a ser daqueles diretores que todos no set têm medo de trabalhar, mas no final acerta tudo. Eddie Redmayne não sei se foi escolha de alguém, mas é um ator feio demais para o personagem, não sei se Marilyn ficaria com alguém do tipo dele, pode ser que se pareça com o protagonista real e convença com isso, mas em quesitos de atuação, o ator manda bem e isso que importa. Judi Dench é perfeita, como essa senhora tem tão poucos filmes prontos em sua carreira, merecia estar em tudo, mesmo aparecendo poucas vezes, quando vem mostra sua beleza e doçura nas falas. Emma Watson só irei citar por ser um nome forte de outro filme, mas suas 4 aparições nem mereciam algum destaque. Os demais personagens todos são coadjuvantes e aparecem poucas vezes para destacar algo.
As locações do filme são bonitas e bem caprichadas de elementos cênicos que agradam visualmente, os figurinos também são bem legais, mas a maquiagem rouba a cena principalmente pelo feitio em Michelle para caracterizar tão bem ela como Marilyn. A fotografia puxada um pouco pro amarelo agrada também sem cansar. A cena no lago poderia ser até mais extensa pela beleza dela.
Enfim, é um filme agradável e leve, que o diretor estreante em longas Simon Curtis poderia ter optado mais pelo romance ou pelo drama e não ter ficado tão em cima do muro, não que tenha estragado, mas poderia ser mais palpável se seguisse uma linhagem. Vale a pena ser conferido assim que sair nas locadoras, pois as poucas cópias que a Imagem Filmes pôs no mercado com certeza ou já passou na sua cidade ou deve passar bem rapidamente ainda. É isso, fico por aqui, mas temos mais um atrasado nessa semana ainda, então abraços e até mais pessoal.
O filme mostra que a musa Marilyn Monroe está em Londres pela primeira vez para filmar "O Príncipe Encantado". Colin Clark, o jovem assistente do prestigiado cineasta e ator Laurence Olivier, sonha apenas em se tornar um diretor de cinema, mas logo viverá um romance com a mulher mais sexy do mundo. O que começa como uma aventura amorosa mudará a vida do ainda inocente Colin e revelará uma das várias facetas de um dos maiores mitos do século XX.
O roteiro em si não tem nada de muito especial, pois foi baseado no próprio livro de Colin Clark que relata os dias que passou com Marilyn, se são verdadeiros não temos como comprovar, mas agradam na doçura que conta dos fatos, algo que poderia ter sido pior por ter sido sua primeira decepção amorosa não correspondida. Nele temos Marilyn como, ele mesmo diz em uma parte do filme, uma deusa para ser admirada e a impressão que o diretor quis passar no filme também é bem essa.
Filmes britânicos em sua maioria são exemplos de boas atuações e com este não seria diferente. Temos Michelle Williams impecável e com uma construção de personagem que aliada a maquiagem e figurino haverá pessoas que falem que a própria Marilyn atuou no filme. Kenneth Branagh tem um acento na voz que em sua atuação chega a beirar todo o nervosismo que passa para o personagem de Michelle, chega a ser daqueles diretores que todos no set têm medo de trabalhar, mas no final acerta tudo. Eddie Redmayne não sei se foi escolha de alguém, mas é um ator feio demais para o personagem, não sei se Marilyn ficaria com alguém do tipo dele, pode ser que se pareça com o protagonista real e convença com isso, mas em quesitos de atuação, o ator manda bem e isso que importa. Judi Dench é perfeita, como essa senhora tem tão poucos filmes prontos em sua carreira, merecia estar em tudo, mesmo aparecendo poucas vezes, quando vem mostra sua beleza e doçura nas falas. Emma Watson só irei citar por ser um nome forte de outro filme, mas suas 4 aparições nem mereciam algum destaque. Os demais personagens todos são coadjuvantes e aparecem poucas vezes para destacar algo.
As locações do filme são bonitas e bem caprichadas de elementos cênicos que agradam visualmente, os figurinos também são bem legais, mas a maquiagem rouba a cena principalmente pelo feitio em Michelle para caracterizar tão bem ela como Marilyn. A fotografia puxada um pouco pro amarelo agrada também sem cansar. A cena no lago poderia ser até mais extensa pela beleza dela.
Enfim, é um filme agradável e leve, que o diretor estreante em longas Simon Curtis poderia ter optado mais pelo romance ou pelo drama e não ter ficado tão em cima do muro, não que tenha estragado, mas poderia ser mais palpável se seguisse uma linhagem. Vale a pena ser conferido assim que sair nas locadoras, pois as poucas cópias que a Imagem Filmes pôs no mercado com certeza ou já passou na sua cidade ou deve passar bem rapidamente ainda. É isso, fico por aqui, mas temos mais um atrasado nessa semana ainda, então abraços e até mais pessoal.
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Prometheus em 3D
Filmes de sci-fi podem ser ao mesmo tempo uma bomba e agradar por demais. Não classificaria "Prometheus" nessas duas formas, pois o filme em si não é uma bomba, usa de artifícios técnicos muito bem elaborados e tem visualmente alguns dos elementos mais impressionantes dos últimos anos considerando esse como o ponto forte, porém usando de uma piada infame, o filme prometeu tanto que cumpriu muito pouco do que era esperado, mesmo eu gostando do que vi no cinema.
O filme mostra uma equipe de exploradores que descobre uma pista para a origem da humanidade na Terra, levando-os a uma jornada para os cantos mais escuros do universo. Lá, eles têm de lutar uma batalha terrível para salvar o futuro da raça humana.
Com uma sinopse simples, a complexidade do filme vai além no roteiro, e mistura arqueologia com misticismo puxado para o sci-fi, e com essa miscigênia de elementos, o diretor Ridley Scott brinca com o orçamento monstruoso que teve em mãos, utilizando de toda a tecnologia possível para criar efeitos e uma imagem tão perfeccionista que impressiona mesmo usando os óculos 3D sem perder quase nada da imagem original. Porém na minha opinião faltou um pouco de foco no que o diretor queria passar com o filme, e não sair atirando para todos os lados sem chegar à conclusão praticamente nenhuma, só a da "origem" do Alien do filme.
Falar de atuações, num filme onde o elenco conta com Michael Fassbender, Charlize Theron, Noomi Rapace e Guy Pearce entre outros, é quase que falar deixe com eles que resolvem o filme sozinho. Michael Fassbender faz um andróide tão frio que chega a dar raiva, mas se esse é o objetivo dele então ele consegue com isso roubar as cenas onde aparece para seu personagem. Noomi Rapace é praticamente uma atriz camaleoa, que em cada filme se veste do personagem e fica praticamente irreconhecível mas sempre de forma genial na tela, seu personagem embora tenha um furo meio estranho de logo após uma cirurgia estar pulando feito um macaco, é bem interessante de se ver. Charlize Theron embora tenha poucas aparições, quando vem em primeiro plano de cena faz de forma bem forte e impactante que estamos acostumados a ver. Guy Pearce está completamente diferente pela maquiagem usada, mas ainda mostra ser um bom ator de frases de impacto como sempre ditas fortemente. Os demais personagens possuem poucas falas e nem tem tanta importância a citação, mesmo o personagem de Logan Marshall-Green é um personagem que sempre está em segundo plano mesmo tendo um início que pareceria ter algo mais.
Como disse no início, o filme é um banho de elementos visuais, tem tanta coisa presente na tela que enchem os olhos para todo o lado que se olhe, isso sim na minha opinião é usar bem o orçamento grandioso que alguns diretores colocam suas mãos, tudo aparentemente é tocável, real e inacreditavelmente existente num filme de ficção científica, faz parecer que foram realmente para aquele planeta filmar dentro da nave Prometheus que também fora construída especialmente não apenas para o filme, mas existisse mesmo. E com todo esse trabalho de arte feito por Alex Cameron e sua equipe("X-Men: Primeira Classe", "Robin Wood", "Anjos e Demônios"), o diretor de fotografia Darius Wolski(toda a série "Piratas do Caribe", "Alice no País das Maravilhas") só teve o trabalho de ir e captar a melhor luz num cenário escuro e transmitir planos de forma perfeita para a tela, mais nada.
Outro ponto impactante, e que ajuda a conduzir toda a tensão do filme é a trilha perfeita de Marc Streitenfeld, que fez a trilha de outro filme tenso ultimamente chamado "A Perseguição", além de "Robin Wood" do próprio Ridley, e podemos falar que é uma boa trilha para brigar por prêmios, pois ela faz mais do que o filme pede segurando o espectador preso na cadeira com momentos de altos fascinantes e momentos de apenas sons sequenciados intrigantes.
No quesito 3D, tirando uma ou outra cena que temos algum efeito digital com uma boa profundidade e algumas cenas que ambientam bem todo o tamanho do cenário, não é um filme que obrigue ser visto com a tecnologia, muito pelo contrário se tiver passando em 2D na sua cidade dá pra economizar sem perder nada, apenas afinco que é um filme que deva ser visto no cinema pois tem um visual magnífico para se ver com perdas em casa num DVD(original daqui uns tempos ou pirata que muitos fazem por aí), quem sabe num blu-ray quando sair.
Enfim, gostei bastante do que vi, mas não é algo impressionante, vale a pena ser visto no cinema para poder imaginar um planeta de forma visceral que nunca havia sido passado em questões de texturas (tirando claro "Avatar" e suas criatividades, que são um caso a parte) e pelo suspense que consegue prender o espectador, mas a chance de frustração é iminente ao sair da sala sem ter sido conduzido a algo que diríamos um roteiro mais conciso, ou seja falando em miúdos, é muita coisa que poderia ser aprofundada pra pouca origem do Alien. Fico por aqui hoje, mas essa semana apenas começou com esse filme, teremos alguns atrasados que surgem finalmente por aqui, então abraços e até mais pessoal.
O filme mostra uma equipe de exploradores que descobre uma pista para a origem da humanidade na Terra, levando-os a uma jornada para os cantos mais escuros do universo. Lá, eles têm de lutar uma batalha terrível para salvar o futuro da raça humana.
Com uma sinopse simples, a complexidade do filme vai além no roteiro, e mistura arqueologia com misticismo puxado para o sci-fi, e com essa miscigênia de elementos, o diretor Ridley Scott brinca com o orçamento monstruoso que teve em mãos, utilizando de toda a tecnologia possível para criar efeitos e uma imagem tão perfeccionista que impressiona mesmo usando os óculos 3D sem perder quase nada da imagem original. Porém na minha opinião faltou um pouco de foco no que o diretor queria passar com o filme, e não sair atirando para todos os lados sem chegar à conclusão praticamente nenhuma, só a da "origem" do Alien do filme.
Falar de atuações, num filme onde o elenco conta com Michael Fassbender, Charlize Theron, Noomi Rapace e Guy Pearce entre outros, é quase que falar deixe com eles que resolvem o filme sozinho. Michael Fassbender faz um andróide tão frio que chega a dar raiva, mas se esse é o objetivo dele então ele consegue com isso roubar as cenas onde aparece para seu personagem. Noomi Rapace é praticamente uma atriz camaleoa, que em cada filme se veste do personagem e fica praticamente irreconhecível mas sempre de forma genial na tela, seu personagem embora tenha um furo meio estranho de logo após uma cirurgia estar pulando feito um macaco, é bem interessante de se ver. Charlize Theron embora tenha poucas aparições, quando vem em primeiro plano de cena faz de forma bem forte e impactante que estamos acostumados a ver. Guy Pearce está completamente diferente pela maquiagem usada, mas ainda mostra ser um bom ator de frases de impacto como sempre ditas fortemente. Os demais personagens possuem poucas falas e nem tem tanta importância a citação, mesmo o personagem de Logan Marshall-Green é um personagem que sempre está em segundo plano mesmo tendo um início que pareceria ter algo mais.
Como disse no início, o filme é um banho de elementos visuais, tem tanta coisa presente na tela que enchem os olhos para todo o lado que se olhe, isso sim na minha opinião é usar bem o orçamento grandioso que alguns diretores colocam suas mãos, tudo aparentemente é tocável, real e inacreditavelmente existente num filme de ficção científica, faz parecer que foram realmente para aquele planeta filmar dentro da nave Prometheus que também fora construída especialmente não apenas para o filme, mas existisse mesmo. E com todo esse trabalho de arte feito por Alex Cameron e sua equipe("X-Men: Primeira Classe", "Robin Wood", "Anjos e Demônios"), o diretor de fotografia Darius Wolski(toda a série "Piratas do Caribe", "Alice no País das Maravilhas") só teve o trabalho de ir e captar a melhor luz num cenário escuro e transmitir planos de forma perfeita para a tela, mais nada.
Outro ponto impactante, e que ajuda a conduzir toda a tensão do filme é a trilha perfeita de Marc Streitenfeld, que fez a trilha de outro filme tenso ultimamente chamado "A Perseguição", além de "Robin Wood" do próprio Ridley, e podemos falar que é uma boa trilha para brigar por prêmios, pois ela faz mais do que o filme pede segurando o espectador preso na cadeira com momentos de altos fascinantes e momentos de apenas sons sequenciados intrigantes.
No quesito 3D, tirando uma ou outra cena que temos algum efeito digital com uma boa profundidade e algumas cenas que ambientam bem todo o tamanho do cenário, não é um filme que obrigue ser visto com a tecnologia, muito pelo contrário se tiver passando em 2D na sua cidade dá pra economizar sem perder nada, apenas afinco que é um filme que deva ser visto no cinema pois tem um visual magnífico para se ver com perdas em casa num DVD(original daqui uns tempos ou pirata que muitos fazem por aí), quem sabe num blu-ray quando sair.
Enfim, gostei bastante do que vi, mas não é algo impressionante, vale a pena ser visto no cinema para poder imaginar um planeta de forma visceral que nunca havia sido passado em questões de texturas (tirando claro "Avatar" e suas criatividades, que são um caso a parte) e pelo suspense que consegue prender o espectador, mas a chance de frustração é iminente ao sair da sala sem ter sido conduzido a algo que diríamos um roteiro mais conciso, ou seja falando em miúdos, é muita coisa que poderia ser aprofundada pra pouca origem do Alien. Fico por aqui hoje, mas essa semana apenas começou com esse filme, teremos alguns atrasados que surgem finalmente por aqui, então abraços e até mais pessoal.
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